Manoel de Barros barreou o mundo afora com palavras de barro sabor chocolate. Barreou a barra de muita gente que se emociona com poesia. Limpou a barra cheia de barro de quem se incomodava com o barro da vida. Por: Miriã Pinheiro
Quem nunca ouviu a famosa frase de um poema do grandioso poeta português Fernando Pessoa, que diz assim:
''Navegar é preciso, viver não é preciso''.
Essa frase é muito famosa e foi estudada por centenas de apreciadores e profissionais da literatura. É postada com grande frequência nas redes sociais e bastante lida nos livros didáticos de Língua Portuguesa das escolas, principalmente no ensino médio.
É óbvio que tudo o que veio de Fernando Pessoa é maravilhoso, faça sentido ou não. Mas Fernando Pessoa sempre faz sentido, não importa a época ou o lugar. O autor dos heterônimos realmente sabia como utilizar as palavras e usá-las belamente em seu favor. Mas, afinal, o que realmente quer dizer essa frase?
Se perguntássemos para milhares de pessoas, 99% delas teriam a mesma resposta: ''Pessoa quis dizer que navegar no mar português é preciso e que viver não era preciso. O segredo era navegar!''
Bom, se fôssemos levar ao pé da letra, o significado seria esse. Mas, como a literatura jamais (eu disse, jamais) pode ser levada ao pé da letra (sentido literal) temos que ir um pouquinho mais além para conseguir perceber o real significado dessa expressão tão famosa na literatura.
Dia desses, tendo aula de Literatura Portuguesa (com certeza) na faculdade, tive minha atenção totalmente raptada quando após a leitura do poema que carrega a frase que estamos analisando, tive o privilégio de ouvir minha esplêndida e expert professora de literatura explicar sobre essa frase. É claro que após me surpreender um pouco, decidi que colocaria isso no blog em forma de compartilhamento com os leitores que sempre enxergaram e interpretaram essa frase da mesma maneira que eu, até então, também interpretava. Por ser boa estudante e apreciadora da literatura, não consigo jamais aceitar uma resposta pronta sobre algo. Não há limites para a interpretação e nunca um autor quer dizer apenas o que escreveu. Sempre há algo nas entrelinhas. Nada é apenas o que conseguimos enxergar com nossos meros olhos mortais.
Mas, voltando à frase, a professora nos falou sobre um estudioso que passou muitos anos apenas tentando decifrar a frase de Fernando Pessoa. E sim, o resultado me surpreendeu. E se antes eu já achava que Pessoa era um gênio, agora já acho que seja um gênio e meio.
Quando lemos a palavra ''preciso'', afirmamos de boca cheia que se trata do verbo ''precisar'', que é sinônimo de necessidade. Mas, no caso da frase, a palavra ''preciso'' está empregada no sentido de substantivo, ou seja, como sinônimo de certeiro, certeza e certo.
Fernando Pessoa quer dizer que navegar é preciso (é certo, certeiro), pois podemos sempre ter a certeza de que um dia chegaremos ao nosso destino ou pelo menos chegaremos a algum lugar. Navegar é um ato previsível! Agora, quando o assunto é ''viver'', o poeta diz que ''não é preciso'', pois viver não é certeiro e nem previsível. Não existe um molde, um padrão ou uma fórmula exata para a vida acontecer. Ela, muitas vezes, foge ao nosso controle.
Interessante, né? Fernando Pessoa sabia usar as palavras muito mais do que nós achávamos. Dessa forma, é possível fazer as seguintes releituras:
Navegar é previsível, viver não é previsível. Navegar tem destino certo, viver não! ''Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso; viver não é preciso". Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade. É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça. '' (Fernando Pessoa) Por: Miriã Pinheiro
A cidade do sol é um best seller do autor afegão Khaled Hosseini, também autor de ''O caçador de pipas''.
A obra em questão retrata de maneira bem realista como era (e de certa forma, ainda é) a vida das mulheres do Afeganistão desde o final dos anos 60. As duas personagens, Mariam e Laila, terão seus destinos cruzados e compartilharão muitos sofrimentos juntas.
A história é triste e sofrida, mas possui uma intensa capacidade de provocar sentimentos e reflexões no leitor que aprecia conhecer a realidade do nosso mundo.
Abaixo, deixo o link da resenha deste livro, que fiz para o site editoras.com. A propósito, fico muito feliz em ver minha resenha em um site de trabalho sério e totalmente voltado para a literatura. Confiram.
Esses dias, lendo sobre algumas curiosidades do ano, descobri que 2014 é o ano de comemoração do centenário da morte do poeta Augusto dos Anjos, que faleceu no dia 12 de novembro de 1914.
Augusto dos Anjos era paraibano e aprendeu as primeiras letras em casa, com o seu próprio pai. Mais tarde fez o curso secundário e formou-se advogado, mas não chegou a advogar. Vivia apenas de ensinar Português e lecionava no Liceu Paraibano. Depois de alguns desentendimentos com o governador, foi afastado do cargo de professor e acabou se mudando para o Rio de Janeiro, com o intuito de seguir o magistério. No Rio, lecionou em diversos lugares, mas nunca conseguiu se efetivar como professor. Em 1911, morre prematuramente o seu primeiro filho com Ester Fialho, com quem casou-se em 1910. Depois, no final 1913, muda-se para Minas Gerais e assume a direção de um grupo escolar, além de continuar dando aulas particulares.
Augusto dos Anjos possui um único livro, chamado de ''Eu'', que foi publicado em 1912. O livro possui aspectos parnasianos e também alguns traços simbolistas. No entanto, esse livro foi praticamente ignorado e criticado pelo público da época, já que fala sobre morte, podridão e os limites do corpo humano. O livro só conseguiu alcançar novas edições, graças a Órris Soares, que era amigo e biógrafo do autor.
Para o poeta, as coisas naturais causam nojo e o amor se transforma em ódio. Augusto dizia que nunca conseguiu ser capaz de amar uma mulher e sua obra faz uma anulação de sua própria pessoa e mostra o seu desejo de conhecer outros mundos e outras forças, onde não haja a ação da natureza, que tudo transforma em pó.
O livro ''Eu'' deixou de lado os assuntos belos e comuns, para usar um vocabulário científico e não usado na poesia. Com o tempo, Augusto dos Anjos, tornou-se um dos poetas mais lidos do Brasil, sobrevivendo às críticas e ganhando um pouco mais da aceitação popular. O poeta faleceu com apenas trinta anos de idade, vitimado pela pneumonia.
A seguir, deixo um dos poemas mais famosos e comentados de Augusto dos Anjos. E claro, sou suspeita de falar que é um dos meus preferidos.
Psicologia de um vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
Repare que o poema é construído na forma de soneto (2 quartetos e 2 tercetos) e com certeza, mais pessimista do que isto, só dois disto!
Uma frase famosa, que já vi diversas pessoas mencionarem sem nem sequer imaginar de que é um verso de Augusto dos Anjos é: ''Ai! Um urubu pousou na minha sorte.''
Hoje, se formos analisar, uma pessoa com comportamento parecido ao de Augusto dos Anjos, só poderia sofrer de algum distúrbio psicológico e é claro que existem relatos sobre essa possibilidade. O poeta era uma pessoa nervosa e pessimista, sem muita perspectiva de vida, talvez por causa de decepções na carreira e na infância ou até mesmo pela morte do filho. Porém, é impossível negar que seus escritos possuem algo de exclusivo e impactante, provocando reflexões sobre a vida, a morte, o trabalho da natureza e até mesmo a análise comportamental de uma pessoa que se encontra sem objetivos.
Augusto dos Anjos, apesar de não ter tido seu talento reconhecido em vida, deixou um legado de poemas diferentes e complexos no seu único livro: ''Eu e outras poesias'', além de ter o seu lugar garantido no estudo e na leitura da nossa Literatura Brasileira.
Nomeio persistência da memória essa ânsia indefinida de querer saber o futuro, entender o passado e atravessar o presente, tendo na mente o pensamento de um maduro. Em minha alma escorrem relógios de horas confusas, indefinidas e remotas. Pousam moscas em minhas certezas e minhas belezas, são músicas sem notas. Presa em um enorme labirinto surrealista, vejo cores fortes e marcantes, como se um dia eu já houvesse sonhado ou talvez pensado nisso antes.
O quadro apresentado acima é uma obra de Salvador Dali e é denominado de ''A persistência da memória''. Salvador Dali é considerado a maior influência do Surrealismo nas artes. O Surrealismo é uma das vanguardas europeias e suas obras possuem traços e aspectos oníricos, isto é, relacionados aos sonhos. Na maioria das vezes, quando sonhamos, não nos lembramos exatamente dos elementos, objetos e pessoas e por isso fazemos uma confusão em nossa mente. No geral, os sonhos são compostos por elementos confusos e de diversas naturezas, das quais nem sempre temos conhecimento. E é exatamente isso que o Surrealismo visa retratar em suas obras: aspectos surreais com fundo onírico.
Alguns estudos relatam que a obra ''A persistência da memória'' tem o poder de ficar gravada em nossa memória. Segundo o próprio pintor, Salvador Dali, as cores e formas do quadro foram usadas com o intuito de ficarem registradas na memória logo na primeira observação.
Há diversas interpretações para o quadro citado e uma delas é sobre a relatividade do tempo e sua forma maleável de existir. Ao observarmos os detalhes, como a mosca que está pousada no primeiro relógio situado à esquerda, poderemos chegar a inúmeras interpretações e uma delas é sobre a passagem rápida do tempo (ele voa).
Segundo o pintor, a inspiração para essa obra veio enquanto saboreava e observava um queijo.
A palavra com o nome do tema em questão é pouco usada mas não deixa de ter um significado bem conhecido. Acróstico? O que é? Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar! Pois é, a grande maioria das pessoas pensaria dessa maneira após ler tal palavra tão diferente e raríssimas vezes ouvida. Acróstico? Será algum tipo de salgado frito ou assado? A resposta, obviamente, é não!
Acróstico nada mais é do que uma poesia ou qualquer outra estrutura textual onde a primeira letra de cada verso (ou frase) é parte integrante de uma palavra ou frase escrita na vertical. Pode ser uma única palavra isolada ou várias palavras juntas produzindo um sentido. A questão é que você, mesmo que não esteja entendendo nada, compôs pelo menos um acróstico na vida. Embora seja considerado uma forma de texto ou poesia e tenha um nome um tanto exótico para os ouvidos não muito familiarizados com o mundo poético, o acróstico pode ser um belo motivo para brincadeiras de crianças ou uma forma didática de convencê-las a ler poesias. Abaixo, construí um exemplo bem simples de acróstico.
Minha linda
Amada, doce e gentil
Recatada em modos
Inocente donzela tímida
Amar-te-ei mais com o passar dos anos.
Repare que a estrofe fala sobre uma moça chamada Maria e o nome da mesma está escrito em vertical com cada letra sendo a primeira de cada verso. Isso é um acróstico.
Agora, vou deixar como exemplo a canção intitulada ''Acróstico'', do cantor Roberto Carlos, feita em homenagem a sua até então mulher Maria Rita, a belíssima e talentosa cantora, filha da extinta Elis Regina. Acróstico Mais que a minha própria vida Além do que eu sonhei pra mim Raio de luz Inspiração Amor você é assim Rima dos versos que eu canto Imenso amor que eu falo tanto Tudo pra mim Amo você assim Meu coração Eternamente Um dia eu te entreguei Amo você Mais do que tudo eu sei O sol Raiou pra mim quando eu te encontrei Por: Miriã Pinheiro
É impossível negar que desde tempos muito distantes, o amor é o tema principal de poesias, músicas, novelas, peças de teatro, pinturas e romances. Lembrando que ''romance'' não é, necessariamente, um gênero associado com o amor. Existem romances de aventura, ficção, policial, romântico e outros.
Em tempos remotos, o amor já chegou a ser considerado como uma espécie de loucura; um sentimento que causava cegueira, como se fosse uma espécie de doença que chegava a levar o indivíduo apaixonado para a demência. Mas é óbvio que também surgiram hipóteses de que tal reação só poderia ser provocada pela paixão e que o amor, em si, era algo bem mais tranquilo e cheio de paz.
Dentre milhares de definições que podemos encontrar da palavra e do sentimento ''amor'', a definição de Luis Vaz de Camões é uma das que sempre me chamou mais atenção por ser racional, inteligente e bem mais lógica do que muitas outras que encontramos por aí. Para descrever o amor, Camões utiliza de paradoxos (ideias contrárias) e algumas antíteses para conseguir expressar a contrariedade do sentimento.
O poema de Camões, na verdade se trata de um soneto (formado por 2 estrofes de 4 versos e 2 estrofes de 3 versos) e foi um dos inspiradores para a música Monte Castelo, composta por Renato Russo e cantada por sua banda Legião Urbana. Renato Russo usou além do poema de Camões, alguns trechos bíblicos do livro de Coríntios para caracterizar a sua definição de amor.
O poema de Camões começa e termina com a mesma palavra: ''amor'' e é composto por dez silabas poéticas (versos decassílabos).
Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Podemos dizer que o poema nos faz entender perfeitamente a contrariedade do sentimento amor, que no ponto de vista do eu-lírico, é algo que faz mal, mas ao mesmo tempo acaba também fazendo bem. ''É dor que desatina sem doer.'' Como uma dor pode desatinar e ao mesmo tempo não doer? Ah, isso só o amor é capaz de explicar!
A última estrofe do poema parece ser a mais difícil de compreender e no meu ponto de vista é a que possui o mais belo significado. Como um sentimento pode causar amizade nos corações humanos, se é um sentimento tão contraditório a si mesmo? Essa é uma das possíveis interpretações que podemos ter da última estrofe.
Luís Vaz de Camões (1524-1580) é considerado o maior poeta português e é autor da obra ''Os Lusíadas'', onde todos os cantos são escritos em estrutura poética, construiu o poema acima, aonde dá a sua belíssima e racional definição sobre o amor, além de usar e abusar da melhor forma possível dos recursos e figuras de linguagem da Língua Portuguesa.
Logo quando vi a capa desse livro em uma revista, já fiquei louca de curiosidade para saber do que se tratava ali. Após ler a sinopse e descobrir de que falava de uma garota que ficou perdida no século dezenove, minha curiosidade só aumentou e tive que comprá-lo. Essa contagiante e irresistível obra, nada mais é do que o segundo livro publicado da jovem escritora Carina Rissi. Segundo a mesma, ela começou a escrever esse livro meio que as escondidas, achando suas ideias meio absurdas. Um dia, porém, decidiu mostrar os escritos para seu marido, que ficou encantado e ajudou-a, no inicio, a publicar a obra por conta própria. Confesso, que no início da leitura, eu fiquei pensando que não conseguiria me prender muito a história, mas no decorrer do enredo, notei que estava totalmente presa e ligada a protagonista Sofia. Pode parecer loucura, mas cheguei a pensar que não gostaria que o livro terminasse, pois me apeguei a personagem como se ela fosse real.
O livro é inteiro narrado em primeira pessoa pela própria Sofia. Sofia, tem vinte e quatro anos e aparentemente é uma jovem como qualquer outra, incapaz de viver sem a bendita tecnologia e extremamente apegada aos celulares. No entanto, Sofia parecia viver uma vida um tanto vazia. Trabalhava em um escritório, morava sozinha, pois havia perdido seus pais em um acidente e não acreditava muito no amor, pelo fato de até então, nunca ter se apaixonado de verdade.
Um dia, sua amiga Nina decidiu que iria morar junto com o namorado Rafa e chamou Sofia para uma comemoração. Durante o encontro, Sofia sentiu vontade de ir ao banheiro e acabou derrubando o celular dentro do vaso sanitário. Enojada com a situação e sem a menor coragem de colocar a mão lá dentro, decidiu que na manhã do dia seguinte compraria um novo, já que não podia sobreviver uma hora sequer sem o que ela chamava de ''monstrinho''.
Durante a compra do novo celular, Sofia notou que a vendedora era extremamente estranha e misteriosa, chamava-a de ''querida'' constantemente e parecia gostar muito dela sem nunca a ter visto. Essa mulher, induziu-a a comprar um determinado aparelho sem lhe dar nenhuma outra opção. Sofia acabou aceitando, pois queria muito um celular e tinha gostado bastante daquele que lhe foi oferecido. Comprou o celular e no meio do caminho, quando tentava ligá-lo, percebeu que o mesmo não acendia de maneira alguma. Ficou desesperada, apertando todas as teclas, até que o aparelho acendeu uma insuportável luz branca que a cegou, fazendo-a tropeçar em uma pedra e se esborrachar no chão. Sofia desmaiou e acordou nos braços de um lindo rapaz do século dezenove. Sim, ela achou absurdo aquilo, mostrou-se relutante, abismada, mas realmente estava em 1830. O jovem Ian Clarke, juntamente com sua irmã, seus criados e uma amiga da família, acolheu Sofia em sua casa, mostrando-se sempre prestativo e ligeiramente educado e gentil de um jeito que a garota jamais havia visto em sua vida, já que os homens do nosso século são exatamente o oposto disso.
No mesmo dia em que chegou a casa da família Clarke, o celular que não funcionava tocou e ela recebeu uma ligação da estranha vendedora que lhe vendeu o dito aparelho. A mesma, sempre muito misteriosa, disse que Sofia estava ali porque precisava cumprir uma jornada, precisava encontrar o que necessitava para ser feliz, precisava conhecer a si mesma e descobrir coisas novas, quando encontrasse o que sua alma procurava, poderia voltar para casa. Daí para frente, Sofia ficou tentando encontrar todos os tipos de pista para acabar logo com aquilo. Ela estava perdida, sem celular ou qualquer tecnologia, sem condicionador para o cabelo, tendo que usar vestidos longos e rodados e sem ter um banheiro para usar, já que naquela época existia a famosa ''casinha''. A família Clarke tratou-a como se já a conhecesse. Sofia queria voltar mas ao mesmo tempo se sentia em casa. O que ela não imaginava é que se apaixonaria pelo gentil Ian Clarke. Em poucos dias após sua chegada, ambos estavam apaixonados e loucos um pelo outro. Sofia morria de medo de se entregar, pois sabia que voltaria para casa de uma forma ou de outra e acabaria machucando Ian e a si mesma. Mas, como diz a sinopse, seu coração tinha outros planos.
As cenas de amor com Ian descritas por Sofia, são perfeitamente lindas e muito sensuais. Sofia descreve com clareza todas as sensações que Ian provocava em seu corpo e em seu coração. Sofia era totalmente diferente de tudo o que via naquele século, mas aprendeu que poderia ser feliz sem precisar de tanta tecnologia.
Bom, acho que não devo contar o final, pois estragaria os planos de quem almeja fazer a leitura desse livro, que é um pouco longo, mas possui uma leitura fácil e informal. Só sei que seria capaz de ir brigar na porta da casa da escritora, caso ela não desse um final feliz para aquele casal tão ''diferente''.
Atualmente, com o grande avanço tecnológico e o crescente número de redes sociais que surgem a cada dia no mundo, as pessoas passaram a escrever cada vez mais de forma errada. Não estou me referindo as abreviações, que possuem a função de facilitar a comunicação na internet, mas sim das palavras que são escritas totalmente erradas, geralmente por falta de conhecimento ou até mesmo pela questão da fonética, já que somos induzidos a escrever da maneira que nos expressamos oralmente.
Dentre as palavras que mais são escritas de maneira errada na internet, a expressão ''com certeza'', deveria ocupar o primeiro lugar no ranking.
''Com certeza'', por mais que falemos rápida e unificadamente, as duas palavras (sim, são duas palavras!) devem ser escritas separadamente. Até porque ambas terminam com consoante e seria impossível unificá-las. Por isso, selecionei as cinco maneiras erradas de escrever ''com certeza'', e não tenho dúvida de que todos já se depararam alguma vez com essas visões.
1- comcerteza
Acontece quando a pessoa simplesmente une as duas palavras. Estaria certo se estivessem separadas uma da outra. Mas infelizmente, muita gente escreve assim.
2- conserteza Essa forma é a mais usada e a mais vista na internet. Muitas pessoas, até mesmo estudadas, escrevem-na de maneira tão natural como se fosse tomar água.
3- concerteza
É quase igual a maneira anterior, mas ao invés daquele ''s'' absurdo, coloca-se o ''c'' da própria palavra certa. Se trata também de uma maneira muito usada. Infelizmente.
4- concertesa
É também uma maneira não menos horrorosa que as demais. A única diferença da anterior é o uso do ''s'' no lugar do ''z'' na última sílaba.
5- consertesa
Finalmente, a última e pior maneira, que por incrível que pareça também é usada e abusada por aí. E o mais horrível, é saber que essas formas de escrita já saíram da internet e já se acomodaram nos cadernos e redações de estudantes, vestibulandos etc.
Bom, esses exemplos devem ser entendidos como dicas para uma escrita correta, sem os vícios errôneos e as junções de palavras comuns na internet. Lembrando, que usar abreviações na vida virtual é algo comum, facilitador e direto, no entanto, erros gritantes já são outros quinhentos.
Resolvi fazer uma lista de cinco filmes bastante marcantes na minha opinião. É claro que eu os adoro e tenho certeza que muita gente também gosta ou passará a gostar após assistir. São filmes simples, mas com um enredo especial, bem elaborado e com bastante significado.
Segue a lista:
1- O morro dos ventos uivantes
É óbvio que se eu for falar de filmes ou livros, o clássico Wuthering heights sempre vai estar na ponta da língua, devido a sua história marcante e suas complexas personagens. O livro é infinitamente melhor, mas o filme, embora bem mais resumido, também não deixa a desejar, pois retrata os acontecimentos principais com enorme fidelidade.
Este filme está disponível em várias versões. Em 1939 se deu a primeira, que assim como o livro, tornou-se um clássico. Em seguida veio a de 1970, a de 1992, que foi a que eu assisti e a de 1998. Dizem existir outras adaptações para essa obra, mas que não fizeram muito sucesso e nem possuem comentários a respeito.
2-Sociedade dos poetas mortos
Tudo começou quando uma escola de sistema tradicional recebe um novo professor de Literatura, que passa a influenciar os alunos a pensarem por si próprios, seguirem suas paixões e transformarem sua vida em algo extraordinário, despertando-lhes o interesse pela poesia. O professor irá apresentar-lhes a Sociedade dos poetas mortos, que com certeza ganhará muitos seguidores.
3-O estudante
Este filme conta a história de um homem de setenta anos que começa a fazer uma faculdade de Literatura, deparando-se com o mundo dos jovens atuais. Mas, com sua experiência e carisma, conquista muitos amigos, ajuda-os, ensina-os e em muitos momentos também receberá ajuda. O clássico ''Dom quixote'' é usado sempre como exemplo e serve de grande inspiração para quase todo o enredo do filme.
4-Uma prova de amor
Relata a história de uma família que descobre que sua filha tem leucemia agressiva e possuirá poucos anos de vida. Instruídos pelos médicos, os pais decidem gerar de proveta, uma outra menina que poderá conceder a filha doente tudo que ela for necessitando para manter-se viva. Ao atingir 11 anos, a filha planejada decide que não doará mais nada a irmã, que agora precisará urgentemente de um rim, requerendo, com a ajuda de um advogado, os direitos sobre o seu próprio corpo. No entanto, há outros fatores que influenciaram essa decisão da menina.
5-Um outro encontro
Sarah, uma moça de 19 anos, está indo estudar fora de sua cidade natal. Sua mãe relatou ter tido um ''encontro'' pessoalmente com o próprio Deus, que mudou sua vida para sempre. Sarah se sente confusa com sua vida espiritual. Vítima de abuso sexual e cheia de dúvidas, angustias e medos, Sarah encontra na viagem um estranho com quem começa a desabafar sobre todas as suas incertezas. Um estanho que conhece-a melhor do que ela mesma, dando-lhe o consolo que ela tanto buscava. Esse estranho, no entanto, é mais conhecido do que você possa imaginar.
Bom, esses são um dos filmes mais marcantes que já assisti. Recomendo, com o maior carinho, a todos que apreciam histórias tocantes. Por: Miriã Pinheiro
Quando falamos em Best Sellers, já logo pensamos em Harry Potter, Crepúsculo, 50 tons de cinza, A menina que roubava livros, O código da Vinci, entre outros. Best Sellers são livros, geralmente americanos, que possuem uma extraordinária facilidade comercial, ou seja, são os mais vendidos e consequentemente, os mais lidos no mundo todo. Hoje, ''passeando'' pelo Facebook, li a seguinte frase em uma página dedicada à leitores: ''Não leia Best Sellers''. Confesso que acho essa frase um tanto preconceituosa.
É óbvio que não há como existir comparação entre qualquer Best Seller e uma obra realmente considerada literária, mas se escolhermos com cuidado, existem muitas coisas para serem aproveitadas nesses livros ''comerciais''
Pesquisas afirmam que o nosso país, o Brasil, não é um país com um alto nível de leitores, são poucas as pessoas que realmente se interessam pelos livros. Se formos analisar, os temas dos Best Sellers, quase sempre de ficção, são extremamente interessantes, principalmente na opinião de crianças e jovens. É meio complicado convencer um adolescente a ler ''O Ateneu'' de Raul Pompéia, mas é bem mais simples convencer o mesmo adolescente a ler qualquer livro da série Harry Potter. E eu pergunto, o que é melhor? É melhor ler Harry Potter, mas fazer um tipo de leitura, ter contato e acesso aos livros ou é melhor ficar sem ler nada a ler um Best Seller? Você pode até discordar, mas é muito melhor ler um Best Seller e exercitar sua função de leitor, aprendendo a viajar pelos livros a ter que ficar sem contato com nenhum tipo de leitura.
Eu acredito firmemente de que nada se compara a um bom clássico, seja ele de qualquer nacionalidade, destinado a qualquer público ou faixa etária. E acredito mais ainda que devemos sim influenciar nossos jovens a lê-los. Um clássico nunca envelhece! Mas também acredito que a preocupação maior deve ser em formar leitores e a leitura só é aproveitada se for vista como um fonte de prazer e não de tortura.
Esse livro de que vou falar, é um clássico da Literatura Inglesa, escrito por Emily Brontë, que virou música, filme etc. Esse clássico é uma das maiores paixões da minha vida. Já ouvi muita gente elogiando essa obra e também não é para menos! Afinal, a história de amor contada no livro, que é praticamente todo narrado pela antiga empregada/governanta Nelly Dean, não é tão óbvia como na maioria dos romances, pelo contrário, possui um ar extremamente estranho, misterioso e incrivelmente surpreendente. Sem falar que a escrita é impecável e não é nada difícil de compreender. As figuras de linguagem, aplicadas nos momentos certos, contribuem para a beleza da obra. As personagens também são adorávelmente complexas e cheias de emoções; principalmente o protagonista Heathcliff. Além disso, ao ler esse romance, imagina-se um cenário maravilhoso da natureza inglesa, com um clima extremamente doce. O livro é tão bem feito que quase dá para sentir na pele os mesmos ventos que sopraram em Catherine!
Ao ler, me senti hospedada na Granja Thrushcross, sentada em frente a uma lareira e ouvindo a magnífica narrativa de Nelly Dean. Se alguém se interessa por histórias emocionantes, narrações perfeitas em cenários extraordinários, recomendo a leitura deste clássico. O romance é longo, mas cada página vale a pena!
Tenho que confessar que sempre fui apaixonada pelo estilo e cultura gótica. Na verdade, nunca contei isso para ninguém, mas sempre tive vontade de me vestir como uma gótica em determinados dias, mas sei que a sociedade possui um enorme preconceito com este estilo. Não vou dizer também que gosto de ficar em cemitérios ou coisas parecidas, acho que todo extremo já vai para o lado doentio da coisa. No entanto, particularmente, adoro a literatura gótica, cheia de mistérios, aventuras, medos, lugares fantásticos e lindos de se imaginar, totalmente carregados de significados. Gosto também de rock e filmes de terror. Tenho uma absurda queda pelo lado obscuro das emoções que despertam os castelos da memória.
E por falar em gótico, esses dias estava olhando os vídeos de Vlogs atuais do Youtube e acabei assistindo um vídeo do Milho Wonka. Confesso que nunca o tinha visto até então. E confesso também, que na primeira impressão, assustei-me um pouco com a aparência diferente dele, mas depois fui me apaixonando pela sinceridade e simpatia que ele transmite. Realmente, achei-o lindo, inteligente e com um estilo fantástico, além de fazer críticas muito boas as situações da nossa atualidade. Milho Wonka também é muito carismático e mostra ''ser gente como a gente'', e não filhinho de papai que paga uma de culto fazendo Vlog no Youtube para passar o tempo. Gente com estilo é algo totalmente interessante para mim! Ele parece algo meio surreal, como uma mistura de personagens famosos, rock, etc. Pelo que eu entendi, ''Milho'' era seu apelido na adolescência e ''Wonka'' ele aderiu da personagem Willy Wonka da Fantástica Fábrica de Chocolates. E sim, ele também é um gótico! E pode não ter nada a ver, mas logo me lembrei de Charles Chaplin que foi criador de seu próprio estilo. Pessoas assim, merecem o sucesso. Milho Wonka é muito interessante, vale a pena conferir! http://www.youtube.com/user/leandronetmail
Desde criança, sempre gostei muito de ler. No entanto, apenas lia livros que iam de acordo com a minha idade, e na adolescência, confesso que não sentia muito prazer em ler clássicos, embora tivésse uma professora que convencia qualquer ser humano a apreciar Dom Casmurro.
De um certo tempo para cá, temos ouvido muitas críticas e elogios a respeito dos Best Sellers. Confesso que nunca li Harry Potter, Crepúsculo (nem o filme) e nem mesmo o tão falado 50 tons de cinza. No entanto, uma certa série com lindas capas misteriosas, me chamou a atenção ao folhear a revista Avon, criticada pelos ricos, que preferem Natura. É a chamada ''Série Fallen'', que na tradução significa ''anjo caído''.
O fato de ser uma pessoa esquisita, que sempre apreciou filmes de terror e suspense, me fez começar a ler Fallen. No começo do livro fiquei meio perdida, pois somente quando está quase no fim, que a autora nos revela o mistério daquele primeiro capítulo, que aparentemente parece não estar resolvendo nada dentro do livro.
O livro conta a história de Luce. Uma jovem que depois de um misterioso incêndio envolvendo o rapaz de que estava interessada, acabou indo parar dentro de uma instituição muito estranha para pessoas com passados assustadores e tão estranhas quanto à instituição. Dentro dessa instituição, Luce conhece Daniel, por quem sente uma forte atração, pensando que já o conhece de algum lugar. No entanto, Daniel se mostra fechado, intocável e muito misterioso. Mas no decorrer do livro, o mistério será revelado: Daniel é um anjo caído que Luce conhece de outras encarnações, onde sempre se apaixonavam, mas nunca podiam ficar juntos. Alguns acharão a história babaca, mas sim, eu achei legal! A autora, sabe muito bem envolver o leitor no mistério do livro e nos problemas de Luce, o que torna uma leitura emocionante. Somente li o primeiro volume, mas pretendo continuar lendo a série.