sexta-feira, 13 de junho de 2014

História de Tereza

       Tereza estava deitada em seu quarto, pensando no que poderia fazer para ocupar seu tempo livre. Essa vida de dondoca não é nada fácil! Já tinha feito lindos bordados, já arrumara e enrolara os belos cabelos louros, já dobrara delicadamente seus lenços brancos de moça casta e também já havia feito seu costumeiro passeio a cavalo. No entanto, ainda eram três horas da tarde de terça feira. Tereza gostava de ficar trancada em seu quarto sonhando com o dia em que poderá ser livre. Não que ela não viva feliz na fazenda de seu pai, o reverenciado Coronel Adail Custódio, mas essa não era a vida que ela tanto almejava viver. Capricho de moça mimada? Talvez. Só sei dizer que Tereza tinha vontade de sair, usar vestidos menos compridos, fazer um penteado diferente ou até quem sabe colorir os cabelos. Morria de inveja quando ouvia falar de sua prima Dalila. Dalila era livre, do jeito que ela queria e merecia ser. Dalila tinha cabelos curtos, os quais já havia trocado de cor umas três vezes. Além disso, foi a primeira mulher da cidade de Belmont a usar calças compridas, iguais as dos homens. Todos criticavam os costumes de Dalila, menos Tereza, que se sentia cheia de coragem quando desabafava com a prima sobre sua vida tediosa e ouvia seus conselhos de moça da cidade. No entanto, Tereza logo desanimava quando olhava para o semblante sério do pai, sempre capaz de qualquer coisa para defender a honra da família. Ainda mais ela, que era a única filha moça e caçula, sendo os outros dois irmãos homens valentes e mais velhos. Tereza simplesmente se via sem esperança. Vivia a espera de um pretendente com quem pudesse casar e ir para a cidade, mas até agora nada! Mas, para falar a verdade, não era bem isso que Tereza queria, ela queria mesmo era ser livre. Tomou ''O primo Basílio'' nas mãos e começou a ler, afinal, isso era a sua única distração contra as horas que pareciam se arrastar, principalmente nos dias sem sol.
       Como tudo na vida passa, a longa terça feira de Tereza também passou e se foi no meio de tantas outras terças feiras tediosas que tivera em seus dezoito anos de vida. Sábado chegou e por coincidência, era véspera de natal. Tereza até tinha se esquecido disso, os dias para ela eram quase sempre iguais, só tinha percebido a diferença quando notou a correria de sua mãe ordenando as criadas para matar tal boi, tal porco, tal peru, fazer tal doce, tal arroz etc. Tereza até gostava um pouco de natal, principalmente quando se lembrou que Dalila viria junto com seus outros primos e seus tios. Mas dentre tantas pessoas, Tereza só se importava em conversar com Dalila.
       A noite chegou, todos os parentes e convidados já haviam chegado também. A ceia ocorreu como sempre: sua mãe falando para suas tias o quanto é difícil controlar aquela casa, pois não se fazem mais criados como antigamente. Seu pai exibindo sua valentia para os outros homens da família que pouca diferença tinham dele. Para Tereza eram todos homens barbudos, fedidos e estúpidos, por isso sempre dizia para si mesma que pensaria bem antes de casar, a não ser que fosse obrigada a casar com alguém igual a eles e sabia que esse seria o acontecimento mais provável se continuasse aceitando aquela vida. Tereza sabia que sua mãe não era feliz. Foi casada pelo pai, que escolheu o noivo. Ela dizia que com o tempo aprendeu a amar o Coronel, mas Tereza sabia que bem lá no fundinho ela gostaria de ter escolhido outro marido. Enfim, Tereza estava farta de ver mulheres infelizes, farta de não ter liberdade, de não ter o que fazer, de não poder ajudar as criadas, pois ''filha de coronel não nasceu para essas coisas'', farta de sua vida sem graça, monótona e vigiada pelos irmãos que não permitiam que ela fosse a cidade sem a companhia de um deles.
     Subitamente, Tereza sentiu um enjoo no mais profundo de sua alma aflita, levantou-se da mesa, no final da ceia e correu para o seu quarto cheia de vontade de chorar. Todos pararam para observar a atitude. Sua mãe interviu:
__ Não liguem muito para Tereza! Essa menina leva uma vida de rainha, mas parece nunca estar satisfeita. De uns dias para cá anda muito estranha, quase não conversa, parece que tem algum plano secreto e está com medo que alguém descubra.
     Tia Benta, mãe de Dalila disse:
__ Por que vocês não mandam Tereza para passar uns dias em nossa casa? Adoraríamos tê-la conosco, além de ser muito amiga de Dalila. Assim as duas se entendem e quem sabe ela não arruma um bom partido por lá e volta mais animada para a casa.
     O Coronel, que já estava quase rangendo os dentes por causa da conversa, disse em alto e em bom som:
__ Não é porque a filha da senhora é uma perdida que a minha deve ser também. Filha minha não passa dias na casa de parente nenhum, menos ainda na companhia de sua filha que tem se comportado como uma legítima mulher da vida!
__ Olhe lá como o senhor fala Coronel! Minha filha é independente. Tem só vinte e um anos e já é dona do maior salão de beleza de Belmont. Minha filha sabe o que é viver.
     Felizmente, Dalila não estava mais a mesa para ouvir a insensata conversa a seu respeito, tinha saído logo depois de Tereza, para o mesmo lugar que a mesma, para tentar consola-lá.
    As duas estavam no quarto, Tereza gritou:
__ Por favor, Dalila, me ajude! Eu quero sumir dessa gente, eu quero viver, tenho sede de liberdade. Não suporto mais essa vida medíocre. Eu queria ter a sua coragem. Você é feliz porque nunca conheceu seu pai e sua mãe sempre te ajudou a crescer na vida, já eu sou uma miserável fadada ao tédio e ao casamento forçado. Por favor, me ajude, me dê uma ideia.
__ Se acalme Tereza, vamos pensar em alguma coisa para você sair daqui. Eu sei que seu pai nunca te deixará ir morar em Belmont comigo, então temos que arrumar outra solução.
__ Mas qual, minha querida prima? Qual? __ Gritava Teresa com a voz entrecortada pelas lágrimas que jorravam violentamente de seus olhos azuis.
__ Tereza, arrume algumas roupas, mas não muita coisa que amanhã quando seu pai e seus irmãos tiverem saído e sua mãe tiver no rio supervisionando as criadas a lavar roupa, mandarei um amigo meu te buscar de carro. O nome dele é Angelo, você vai adorar. É um rapaz alto, bonito e muito engraçado.
__ E se alguém me ver na estrada ou me reconhecer na cidade? E se alguma criada ou minha mãe ouvir o barulho do carro? O que farei Dalila? Não vejo solução cabível para a minha vida.
__ Faça como falei. Espere até que todos estejam longe e ocupados. Arrume suas coisas e espere no meio do canavial. Ninguém anda por lá! Você sabe disso. Mas tenha coragem, não pule para trás, estou querendo te ajudar, pois é minha melhor amiga e prima.
__ Eu sei Dalila. Mas para onde irei quando vier me buscar?
__Deixarei que fique escondida na fazenda de Angelo. É bem longe daqui... E quando as coisas acalmarem e todos tiverem esquecido de seu desaparecimento, aí você será maior de idade e poderá viver livre, assim como eu.
__ Muito obrigada minha prima, não sei o que faria se não fosse você! Terei coragem e farei o impossível para ter felicidade nessa vida.
__ Vai valer a pena, querida Tereza. Acredite nisso.
    As duas se abraçaram. A ceia passou, todos foram embora, Tereza dormiu.
    No dia seguinte, conforme o combinado, aguardou ansiosamente até que todos os moradores da casa estivessem ocupados. Colocou algumas mudas de roupa e fez uma trouxa. Cobriu a cabeça com um pano negro, por segurança, caso alguém a visse de longe. Mas felizmente ninguém apareceu. Tereza foi para o meio do canavial e ficou surpresa ao ver que o carro de Angelo já estava ali.
     Angelo, era ainda mais bonito do que Dalila havia descrito. Tinha uma rosa entre os dedos. Cumprimentou-a sorrindo com belos dentes brancos:
__ Bom dia, a senhorita deve ser Tereza. Vim a pedido de Dalila e trouxe essa rosa para cumprimentá-la. A senhorita é bem mais bela do que Dalila me descreveu. Mas ande, vamos, entre no carro que no caminho conversaremos mais.
__ Obrigada. Você deve ser Angelo. Fico grata em conhecê-lo.
      Foram as palavras de Tereza enquanto estava entrando no carro, sentindo suas faces queimarem por estar a sós com um homem que não fosse seu pai ou um de seus irmãos.
    O carro foi seguindo e Tereza sempre calada. As vezes Angelo lhe perguntava algo, mas sempre com o maior respeito e gentileza, de um jeito que ela nunca vira seu pai falar com sua mãe.
    Foi um pouco mais de uma hora para chegar a fazenda que Angelo morava. Ao chegar, percebeu que Dalila já estava a esperando na porteira. Recebeu-a com um abraço apertado e mil elogios pela coragem e confiança. Tereza entrou  e foi bem recebida pelos pais e pela irmã de Angelo. Aquela gente parecia conhece-la há anos. Dona Joana e seu Alceu, pais de Angelo, mostraram seu quarto e ajudaram-na a arrumar suas coisas juntamente com Dalila. Tereza se sentia em casa!
    Por um momento ficou nervosa ao pensar que estava indo morar na casa de um homem, mas toda a gentileza da família acalmou sua timidez. Dalila foi embora cuidar de seu salão, dizendo que todos os dias viria visitá-la. E realmente cumpriu sua promessa.
     Doze anos se passaram desde aquele dia. Tereza e Angelo se casaram naquele mesmo ano. Hoje Tereza é mãe de Maria Cecília, nome que é de sua mãe. Maria Cecília passa a maior parte do tempo no salão, junto com Dalila. Tereza, hoje, tem os cabelos curtos e negros e o vestido quase não procura mais, prefere as calças compridas, principalmente quando esta ajudando Dalila a lavar os cabelos das clientes. Os pais de Tereza a veem de vez em quando, mas nunca falaram nada sobre a fuga, apenas cumprimentam e perguntam da vida, do marido e da filha.
    Hoje, Tereza é a mulher mais feliz do mundo!
Por: Miriã Pinheiro



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Dia dos namorados

 Em plena véspera do dia 12 de junho me sinto no direito ou no dever de falar sobre o amor. O amor, que é o sentimento mais discutido nos quatro cantos do mundo. O amor, que ou nos eleva plenamente em uma felicidade infindável ou simplesmente nos decepciona da maneira mais drástica possível. O amor, repelido por alguns e procurado por muitos. O mesmo amor que possui várias definições mas somente um significado: essencial.  Enfim, amor é amor, seja ele platônico, não correspondido, ferido etc.
Eu, no início, considerava-me uma pessoa não muito feliz no amor, principalmente quando me comparava com as pessoas que conhecia que pareciam ter imensa facilidade com os relacionamentos amorosos. Eu sempre me senti um pouco tímida em relação ao amor, além de sempre fazer uma péssima escolha de pessoas para dedicar meus sentimentos. Foi então, quando já estava um pouco cansada, apareceu-me ele. Ele, que também é um pouco tímido, simplesmente me tratou da maneira que eu sempre esperei ser tratada. Não vou dizer que nosso namoro sempre andou as mil maravilhas e que tudo sempre foi um mar de rosas, muito pelo contrário, tivemos diversas decepções no começo da nossa história, mas com o tempo fomos nos adequando um ao outro até nos completarmos da melhor maneira possível.
Amar, assim como qualquer outra coisa da vida, nem sempre é fácil. Mas o tempo e o amor que dedicamos a pessoa que amamos é um investimento na nossa felicidade. Uma frase do famoso livro ''O pequeno príncipe'' de Saint Exupery é portador de um trecho que sempre me faz refletir:
''Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante.''
E realmente é isso o que acontece no amor, o tempo que dedicamos e o tempo que nos é dedicado é o que dá estrutura a um relacionamento. Namorar alguém que se ama é uma das melhores sensações que um ser humano pode experimentar, no entanto, um namoro de verdade não é feito apenas de beijos, abraços e carícias, como pensam os adolescentes. Por isso é necessário ter maturidade para amar. Não que exista uma idade correta para cultivar um relacionamento, mas a maturidade é um ingrediente indispensável na hora de utilizar o amor. Um namoro de verdade é aquele em que há amizade, carinho, amor e desejo. Na falta de algum desses itens, corre-se o risco de tudo ir por água abaixo. É importante namorar alguém que possamos ter a intimidade para conversar a qualquer hora e sobre qualquer assunto, alguém que aceite seus desabafos, aguente seu mal humor, suas gracinhas, seus momentos de depressão e seus ciúmes. Seria absurdamente sem graça namorar uma pessoa com quem não se tem assuntos para discutir, músicas interessantes para se compartilhar, filmes sérios ou bizarros para assistir, da mesma forma que seria chato namorar alguém com os melhores assuntos do mundo mas que não te tocasse, não te provocasse desejos ou não fosse carinhoso com você. O namoro é um pacote que deve ser completo e quanto menos falhas ele tiver, mais gostoso será!
 Eu posso dizer que estou muito apaixonada pela pessoa que a vida e Deus me presenteou. Posso dizer com convicção que ele é a minha escolha, apesar de tudo, eu escolho ser feliz ao lado dele e compartilhar toda a minha vida com ele. Nenhum beijo me faria mais feliz do que o dele, nenhum abraço me acolheria tão bem, nenhum sorriso me deixaria tão alegre, nenhum olhar me provocaria tanto carinho quanto o dele. Quando amamos de verdade, percebemos que a pessoa que escolhemos para estar conosco é incomparável com tudo o que já vimos antes, concluímos então, que ela é o resultado de todos os nossos sonhos.
Feliz dia dos namorados!
Por: Miriã Pinheiro





terça-feira, 10 de junho de 2014

Três canções para sonhar

Gosto de chamar de ''canções para sonhar'' aquelas que possuem efeitos totalmente harmônicos e belos perante os nossos ouvidos. Canções assim parecem ter sido feitas para serem escutadas momentos antes de pegar no sono, durante uma viagem gostosa ou simplesmente quando tivermos tempo de colocá-las nos fones de ouvido enquanto damos asas a nossa imaginação e aos sonhos que trazemos em nosso pensamento. Pensando em compartilhar um pouco da emoção que sinto ao ouvir canções que provocam esse tipo de sensação, selecionei três das minhas preferidas e tenho certeza de que elas saberão despertar emoções em quem tiver  vontade de compreende-las e apreciá-las para esses fins. Todos sabemos que músicas são transmitidoras de cargas emocionais de todos os tipos e são certeiramente capazes de nos provocar um determinado sentimento ou comportamento.
1-Silente Lucidity (Queensryche)



A primeira canção é a minha preferida quando o assunto é sonhos, introspecção, viagens emocionais e aquele leve acariciar na alma que todo ser humano que se preze procura encontrar nesse mundo. Essa música é perfeitamente harmônica em seus arranjos, melodias e vamos combinar de que a voz do vocalista da banda Queensryche é muito gostosa de se ouvir, combinando muito bem com tudo o que a música transmite. Quem tiver interesse, recomendo que leia a tradução da música para ver o quanto ela diz sobre sonhos.
2- Stay on these roads (A-ha)
A segunda música é tão boa e tão harmônica quanto a primeira. Aliás, a maioria das músicas que foram interpretadas pela banda A-ha possuem lindos efeitos e uma sensação incrível ao serem ouvidas por ouvidos que apreciem uma boa viagem no íntimo de seu ser. Sou suspeita ao falar dessa banda, pois tudo o que conheci deles até o dia de hoje só me fez perceber o quanto são talentosos e dignos de apreciação.
3- Forever Young (Alphaville)

 A terceira e última canção selecionada é bem mais conhecida e assim como as outras ela também possui efeitos que transmitem sensações muito agradáveis. Pode até parecer que seja meio ''carne de vaca'' para quem é mais velho e cansou de escutá-la no rádio, mas esta foi merecedora de todo o sucesso que foi capaz de obter. Assistir ao clipe, ler a letra e acima de tudo escutar com os ouvidos da alma é imprescindível na hora de ouvir essas e outras canções que lhe agradem.
É importante lembrar que apenas selecionei essas três músicas com o intuito de compartilhar as canções que mais me parecem lembrar o elemento ''sonho'', seja ele o que ocorre durante a noite ou aqueles que almejamos para a nossas vidas, afinal, as coisas importantes e necessárias merecem trilha sonora. Com certeza há infinitas músicas que assim como essas, transfere-nos emoções satisfatórias. Recomendaria que cada um escolhesse as que mais lhes faz bem e apreciasse para tonar a vida um pouco mais amena.
Por: Miriã Pinheiro

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Celular

Quem não tiver um, que atire a primeira pedra! Hoje em dia todos possuem celulares. E digo no plural, pois grande parte das pessoas possuem mais do que um aparelho. Há oito ou dez anos era difícil encontrar quem tinha celular, eram aparelhos gigantes, pesados e um pouco caros para manter, pois as operadoras não tinham essa infinidade de promoções que hoje estão mais do que disponíveis para todos. Depois, o acesso foi ficando mais fácil e os celulares foram diminuindo de tamanho, embora sua resistência nem se compare a fragilidade dos aparelhos atuais. Surgiram os famosos Nokia, Motorola e depois essas mesmas marcas foram evoluindo para os famosos celulares com flip (mais conhecidos como ''de abrir e fechar'') e o irresistível V3. Que mulher, moça ou menina nunca sonhou em ter um V3 cor de rosa ou pink? Eu sou a primeira a levantar a mão.
Bom, o importante é que esses aparelhos evoluíram gradativamente chegando aos dias atuais com funções incríveis, viciando ainda mais as pessoas que preferem ficar sem água do que sem celular. Antes, os celulares serviam mais para fazer ligações ou mandar torpedos, ninguém ficava o dia todo com eles nas mãos, já que não tinham nada de tão viciante. Agora, as coisas mudaram. Os celulares são capazes de fazer quase tudo o que a humanidade gosta de fazer, atraindo as atenções de todas as idades.
 Um dos lugares em que o uso do celular se torna mais efetivo e permanente é nas escolas. No entanto, o que é diversão para uns pode ser o martírio para outros. O uso de celulares e outros aparelhos do mesmo nível são proibidos dentro das instituições educacionais, mas alguém respeita? Não, mas deveriam. Adolescentes que mal sabem escrever seus próprios nomes, colocam o fone de ouvido e se acham no direito de escutar músicas dentro da sala de aula! Mais uma vez, o infeliz do professor é obrigado a despojar de suas verdadeiras funções para chamar a atenção ou fazer o mais correto: retirar o aparelho do discente descompromissado. Há casos em que os pais sentem-se revoltados com a atitude do docente, no entanto, não são eles quem são cobrados para manter a disciplina em sala de aula e dar um jeito de conseguir concluir seu objetivo: ensinar.
E o problema do celular não é apenas nas escolas. Já presenciei casos de pessoas que quase foram atropeladas na rua por estarem usando fones de ouvido ou simplesmente estarem com os olhos vidrados na tela de seu aparelho. E ainda tem mais: quantos relacionamentos não foram destruídos por essas e outras tecnologias que se tornam piores do que armas quando estão nas mãos de idiotas? Com certeza serão incontáveis os prejuízos do uso incorreto da tecnologia.
Enfim, o ser humano, por ser diferente dos outros animais e possuir o título de ''animal racional'', deveria aprender a usar os recursos disponíveis a seu favor e não para sua própria condenação. A tecnologia deve ser a solução e não a causa de mais problemas. Os pais deveriam proibir seus filhos de levar o celular para a escola, já que não possuem maturidade e discernimento para usar na hora adequada. Se cada um fizesse seu papel na sociedade, não seríamos dominados por nada. O celular não precisaria ser proibido nas escolas se os alunos soubessem a hora que poderiam usá-lo. As regras existem por culpa dos maus-procedimentos.
Por: Miriã Pinheiro 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Releitura do poema Lisbon Revisited de Álvaro de Campos

NÃO: não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com lavagens cerebrais!
A única lavagem é a que eu mesma faço.

Não me tragam falsos conceitos!
Não me falem em absurdas obediências!

Tirem-me daqui as falsidades!
Não me estabeleçam limites, não me apodreçam as ideias
Das frases que quero dizer (das frases, Deus meu, dessas frases!)  
Das frases, das ideias, dos sonhos que tenho cultivado!

Quem chamou vocês todos?

Se tem a verdade, guardem-na!

Sou pacífica, mas só mantenho essa calma quando acho necessário.
Fora disso sou indomável, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me perturbem mais, pelo amor de Deus!

Queriam-me igual, uma verdadeira cópia, sem graça e obediente?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa que eu quisesse?
Se eu fosse fraca, fazia-lhes, com maior prazer, a vontade.
Assim, varrida como sou, mantenham distância!
Vão para qualquer lugar sem mim, 
Ou me deixe ir para qualquer lugar sem vocês!
Para que havemos de andar juntos?

Não me deem tapinhas nas costas!
Não gosto que me deem tapinhas nas costas. Quero sinceridade.
Já disse que sou sincera!
Ah, que idiotice, quererem que eu seja cínica!

Ó lua alaranjada  a mesma que deve ter iluminado Sócrates e Platão  
Eterna beleza discutível e admirada!
Ó macias nuvens, brancas e imaginadas,
Pequenos enfeites que no céu aparecem!
Ó mágoa expressada, a mesma de ontem e hoje!
Em nada mais me prejudicais, nem me alegrais.

Deixem-me tranquila! Não aceitarei, pois eu nunca aceito...
E enquanto houver sol e vida, quero permanecer sincera!

Por: Miriã Pinheiro






sábado, 31 de maio de 2014

Trajetória

Fazendo valer
cada sonho, medo, pesadelo,
dor e prazer.

Fazendo importante
a jornada, a chegada
e o suspiro delirante.

Fazendo relembrar
o motivo, o impulso
que se tem por amar.

O castigo não é maior que o tentar, 
O dissabor não pesa mais que a vontade.
Correr contra o tempo nem sempre cansa.
Andar devagar sem pensar em parar.

Por: Miriã Pinheiro

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Sobre o Blog: Diário de uma professora eventual

Como sou irremediavelmente apaixonada por blogs, as vezes dedico um bom tempo a ler blogs de todos os tipos na internet. E realmente, há blogs de todos os tipos. Há alguns meses encontrei, o que na minha singela opinião seria uma preciosidade, o blog ''Diário de uma professora eventual'', escrito pela minha desconhecida colega Mariana Gabriela Fonseca, de Rio Claro. Aparentemente, Mariana tem postado com pouca frequência, pois sua última postagem já é um pouco antiga, mas temos que compreender, pois vida de ''professora prostituta não é nada fácil''! Sim, troquei ''substituta'' por ''prostituta'', pois ouvi isso uma vez de uma professora da faculdade. Algum tempo depois analisei bem a frase e cheguei a conclusão de que ela é verídica, afinal, a prostituta ''dá qualquer coisa a qualquer um'' e é isso o que nós, substitutos e substitutas, fazemos em sala de aula.
Bom, piadinhas a parte e voltando ao blog da Mariana, tenho que confessar que cada letrinha escrita possui total semelhança com a realidade sem ser mera coincidência. O blog todo é muito bem escrito e as postagens retratam da maneira mais direta e detalhada como é a vida do professor eventual. Identifico-me com cada linha daquele blog! Em apenas alguns meses de professora, já passei por T-O-D-A-S as situações ali descritas.
Assim como Mariana, eu sou apaixonada pela arte de lecionar. Sinto as maiores das emoções quando entro em uma sala de aula e vejo aqueles quarenta e cinco ou mais pares de olhinhos acesos e observadores, fixados (ou não) em mim e no meu trabalho. Por mais que eu já tenha colocado setecentas vezes o mesmo ser para fora da sala, já tenha lhe dado quinhentas advertências escritas ou faladas, quando ouço ele dizendo: ''Ô dona, vem cá um pouco'', meu coração juvenil logo se amolece e me sinto a pessoa mais feliz do mundo quando o ajudo a encontrar um verbo dentro de um pequeno texto. Ser professor é uma profissão maravilhosa, mas as decepções são constantes. Uma frase no blog me chamou a atenção: ''Cada dia mais me torno aquela professora chata, insuportável, que só grita e dá ordens. Culpa deles, não minha. Porque quanto mais eu tento ser legal e diferente, menos consigo controlar a sala.'' Infelizmente, estou passando pela mesma situação. Quanto mais legal você é, mas eles ''montam pensando que somos seus cavalinhos''. Mas, como bons brasileiros que somos, não podemos desistir.
Então, para finalizar, deixarei o link do blog da Mariana, que assim como outros blogs que encontro por aí, o dela também é muito interessante, verídico e bem escrito. Tenho que dizer que há ''blogueiros'' que escrevem infinitamente melhor do que autores famosos, ganhadores de prêmios, mas isso é muito bom para nós. Que continuemos assim!
Por: Miriã Pinheiro


Diário de uma professora eventual: http://eventualmentesempre.blogspot.com.br/

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Professor eventual

 Eventual: acontecimento ou ''evento'' que ocorre de repente e com pouca frequência, ou seja, o professor eventual é um professor que algumas vezes dá as caras na sua sala de aula, geralmente quando um professor fixo falta. Supostamente cheios de conhecimentos, assim como todos os outros professores, o professor eventual possui um diploma, total domínio da matéria que é licenciado e sim, na maioria das vezes, ele é um excelente profissional, só que por não ser o professor efetivo de uma(s) determinada(s) sala, acaba fazendo um trabalho''menos focado''. Isso não acontece por falta de vontade do docente, mas sim porque isso é tudo o que ele é capaz de fazer perante alunos desinteressados e desrespeitosos (alguns). 
Eu não diria todos, mas a maioria dos alunos não respeitam o professor eventual por acreditarem que o mesmo é ''burro'', não sabe a matéria (e dependendo de qual for ele não sabe mesmo) e não possui a mesma autoridade do professor efetivo. Esse julgamento acontece, muitas vezes, até por falta de conhecimento do educando diante da profissão ''professor'', no entanto, é algo extremamente deprimente e desagradável para o substituto.
O professor eventual está nesta carreira porque não conseguiu ser aprovado no concurso ou está aguardando a chamada deste, ainda está concluindo seu curso superior e esta é uma forma de inserir-se no ramo docente ou simplesmente ele escolheu essa maneira de trabalho ''porque quis'' e gosta de estar a cada dia em uma sala diferente, além de estar ciente de que o eventual possui um pouquinho menos de responsabilidade do que o efetivo, que possui ''papeladas'' para fazer durante todo o ano letivo.
O problema da desvalorização, no entanto, abrange todo e qualquer tipo de professor, não importando nenhum pouco a sua ''categoria'', aliás, dividir professor por ''categoria'' já causa uma má impressão, mas não que eu tenha em mente uma solução para este suspeito ''nomear''. A questão é que por algum motivo, a função de professor foi se perdendo no tempo, chegando até os dias de hoje como uma espécie de ''babá''. Quando que o mundo vai entender que as crianças precisam vir educadas de suas casas? Educar o filho dos outros está suprimindo nossa verdadeira obrigação, que é a de ''construir conhecimentos''. Por isso nos deparamos muito com professores cansados, reclamadores e chatos, eles sabem, no fundo de suas almas, que não estudou exatamente para isso que está tendo de lidar.
A única conclusão que consigo expressar diante de tudo isso é que ''professor é professor'', não importando sua categoria ou se é eventual ou efetivo, afinal, o respeito é algo que damos a todos sem olhar a quem. Porém, temos a prova de que é impossível se dar uma coisa que não se possui. Há casos em que a falta de respeito existe devido a grande sucessão de erros  que ocorrem dentro de casa, na escola e na sociedade em geral. Talvez seria ligeiramente injusto culpar um grupo e defender outro, sendo que deveríamos trabalhar em conjunto e ter um só objetivo em prol da nação: a educação de qualidade. Mas isso nunca existirá se cada um não for capaz de cumprir com sua parte ao invés de descarregá-la nas costas de outrem que mal dá conta de si próprio.
Tenho mantido cravado em minha mente que de nada adiantaria termos escolas maravilhosas espalhadas por todo o Brasil, com confortáveis poltronas, tablets, lousas digital, ar condicionado, apostilas incríveis e um salário gratificante para todos os profissionais da educação, enquanto as pessoas saírem mal ou ''nada educadas'' de seus lares, a educação continuará a ser falida.
Por: Miriã Pinheiro

terça-feira, 6 de maio de 2014

Releitura do poema ''Instantes'' de Nadine Stair

Momentos
Se eu pudesse viver novamente os meus dias já passados, trataria de acordar mais cedo.
Não exigiria que tudo fosse do meu jeito, relevaria mais.
Daria mais risada do que já tenho dado ultimamente, levaria menos a sério as ofensas.
Seria menos realista.
Sentiria menos medo, aprenderia a nadar, contemplaria mais as luas cheias, subiria morros e desceria barrancos.
Iria a todos os lugares que quero ir, tomaria sorvete no inverno e consideraria todos os problemas como sendo apenas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu ansiosa e preocupada cada minuto da sua vida.
Claro que tive momentos somente de paz.
Mas, se pudesse voltar a viver trataria de ter só bons momentos.
Porque é disso que a vida é feita: de momentos que marcam um século.
Eu era um desses que sempre tive vergonha de dançar, de ir sozinha aos lugares e falar com as estrelas.
Se voltasse a viver, viveria mais calmamente.
Se eu pudesse voltar a viver, aproveitaria os dias ao invés de torcer para passarem cada vez mais rápido.
Sentaria mais no chão com as crianças sem medo de sujar a roupa.
Brincaria mais com o cachorro e ficaria menos na internet.
Mas, já viram, sou um ser capitalista e estou preocupada demais em continuar ganhando dinheiro.
Por: Miriã Pinheiro

quinta-feira, 1 de maio de 2014

5 maneiras muito erradas de se escrever ''com certeza''

Atualmente, com o grande avanço tecnológico e o crescente número de redes sociais que surgem a cada dia no mundo, as pessoas passaram a escrever cada vez mais de forma errada. Não estou me referindo as abreviações, que possuem a função de facilitar a comunicação na internet, mas sim das palavras que são escritas totalmente erradas, geralmente por falta de conhecimento ou até mesmo pela questão da fonética, já que somos induzidos a escrever da maneira que nos expressamos oralmente.
Dentre as palavras que mais são escritas de maneira errada na internet, a expressão ''com certeza'', deveria ocupar o primeiro lugar no ranking. 
''Com certeza'', por mais que falemos rápida e unificadamente, as duas palavras (sim, são duas palavras!) devem ser escritas separadamente. Até porque ambas terminam com consoante e seria impossível unificá-las. Por isso, selecionei as cinco maneiras erradas de escrever ''com certeza'', e não tenho dúvida de que todos já se depararam alguma vez com essas visões.
1- comcerteza
Acontece quando a pessoa simplesmente une as duas palavras. Estaria certo se estivessem separadas uma da outra. Mas infelizmente, muita gente escreve assim.  
2- conserteza
 Essa forma é a mais usada e a mais vista na internet. Muitas pessoas, até mesmo estudadas, escrevem-na de maneira tão natural como se fosse tomar água.
3- concerteza
É quase igual a maneira anterior, mas ao invés daquele ''s'' absurdo, coloca-se o ''c'' da própria palavra certa. Se trata também de uma maneira muito usada. Infelizmente.
4- concertesa
 É também uma maneira não menos horrorosa que as demais. A única diferença da anterior é o uso do ''s'' no lugar do ''z'' na última sílaba.
5- consertesa
Finalmente, a última e pior maneira, que por incrível que pareça também é usada e abusada por aí. E o mais horrível, é saber que essas formas de escrita já saíram da internet e já se acomodaram nos cadernos e redações de estudantes, vestibulandos etc.
Bom, esses exemplos devem ser entendidos como dicas para uma escrita correta, sem os vícios errôneos e as junções de palavras comuns na internet. Lembrando, que usar abreviações na vida virtual é algo comum, facilitador e direto, no entanto, erros gritantes já são outros quinhentos.
Por: Miriã Pinheiro

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Mania

Todo mundo já deve ter ouvido o famoso ditado: ''cada louco com a sua mania''. E realmente, é mais ou menos isso o que acontece conosco. Somos todos loucos, não necessariamente com problemas mentais, mas loucos por sermos seres humanos defeituosos, complicados, etc. E não basta sermos loucos, também temos nossas manias. E cada louco que encontre a sua!
A louca que vos fala, desde criança, sempre foi apaixonada pelas palavras e pela escrita. Na minha opinião, a boa escrita é a habilidade mais bela de todas. As vezes pego um texto na mão e fico observando sua estética, suas figuras de linguagem, seus parágrafos, suas vírgulas, seus pontos, pelo simples prazer de contemplar uma escrita de categoria ou pelo menos aceitável.
No entanto, a escrita não poderia existir se não houvesse a leitura. A leitura é a base da vida e da sabedoria. Não digo que só se encontra a sabedoria em livros, mas também, não dá para aprender sem usá-los em algum momento. 
Para mim, a leitura de um livro já começa na capa. Deve ser por isso que eu sempre tive fascinação por bibliotecas, livrarias e livros velhos de capa dura. Acredito que dentro deles estão depositados milhares de mistérios, segredos, curiosidades. A curiosidade, quando bem usada, é também uma fonte inesgotável de sabedoria e descobertas. Não é atoa que os maiores inventos surgiram da curiosidade e os maiores e mais renomados inventores não passam de meros curiosos desse nosso mundão.
Acredito também, que as coisas boas da vida estão unificadas ao sabor dos mistérios. Um bom livro de ficção, por mais absurda que seja sua história, sempre nos dará a sensação de ''e se isso fosse verdade?'' ou melhor ''e quem me garante se isso não é mesmo verdade?''.
Por: Miriã Pinheiro

sábado, 26 de abril de 2014

5 filmes marcantes

Resolvi fazer uma lista de cinco filmes bastante marcantes na minha opinião. É claro que eu os adoro e tenho certeza que muita gente também gosta ou passará a gostar após assistir. São filmes simples, mas com um enredo especial, bem elaborado e com bastante significado.
Segue a lista:
1- O morro dos ventos uivantes
É óbvio que se eu for falar de filmes ou livros, o clássico Wuthering heights sempre vai estar na ponta da língua, devido a sua história marcante e suas complexas personagens. O livro é infinitamente melhor, mas o filme, embora bem mais resumido, também não deixa a desejar, pois retrata os acontecimentos principais com enorme fidelidade. 
Este filme está disponível em várias versões. Em 1939 se deu a primeira, que assim como o livro, tornou-se um clássico. Em seguida veio a de 1970, a de 1992, que foi a que eu assisti e a de 1998. Dizem existir outras adaptações para essa obra, mas que não fizeram muito sucesso e nem possuem comentários a respeito. 
2-Sociedade dos poetas mortos
Tudo começou quando uma escola de sistema tradicional recebe um novo professor de Literatura, que passa a influenciar os alunos a pensarem por si próprios, seguirem suas paixões e transformarem sua vida em algo extraordinário, despertando-lhes o interesse pela poesia. O professor irá apresentar-lhes a Sociedade dos poetas mortos, que com certeza ganhará muitos seguidores.
3-O estudante
Este filme conta a história de um homem de setenta anos que começa a fazer uma faculdade de Literatura, deparando-se com o mundo dos jovens atuais. Mas, com sua experiência e carisma, conquista muitos amigos, ajuda-os, ensina-os e em muitos momentos também receberá ajuda. O clássico ''Dom quixote'' é usado sempre como exemplo e serve de grande inspiração para quase todo o enredo do filme.
4-Uma prova de amor
Relata a história de uma família que descobre que sua filha tem leucemia agressiva e possuirá poucos anos de vida. Instruídos pelos médicos, os pais decidem gerar de proveta, uma outra menina que poderá conceder a filha doente tudo que ela for necessitando para manter-se viva. Ao atingir 11 anos, a filha planejada decide que não doará mais nada a irmã, que agora precisará urgentemente de um rim, requerendo, com a ajuda de um advogado, os direitos sobre o seu próprio corpo. No entanto, há outros fatores que influenciaram essa decisão da menina.
5-Um outro encontro
Sarah, uma moça de 19 anos, está indo estudar fora de sua cidade natal. Sua mãe relatou ter tido um ''encontro'' pessoalmente com o próprio Deus, que mudou sua vida para sempre. Sarah se sente confusa com sua vida espiritual. Vítima de abuso sexual e cheia de dúvidas, angustias e medos, Sarah encontra na viagem um estranho com quem começa a desabafar sobre todas as suas incertezas. Um estanho que conhece-a melhor do que ela mesma, dando-lhe o consolo que ela tanto buscava. Esse estranho, no entanto, é mais conhecido do que você possa imaginar.

Bom, esses são um dos filmes mais marcantes que já assisti. Recomendo, com o maior carinho, a todos que apreciam histórias tocantes.
Por: Miriã Pinheiro

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Extremos

Assim como muita gente, eu também estou cansada de ouvir e ler comentários sem embasamento sobre política, educação, religião e tudo o mais que nos envolve. O nosso amado país segue em frente na base do ''extremo''. Um bom exemplo disso é a Educação.
Antigamente, o professor era a autoridade máxima e absoluta dentro de uma sala de aula; ninguém podia contestá-lo, discordar de suas hipóteses e nem mesmo fazer perguntas sobre o assunto tratado na aula. Houve épocas, até recentes, que o professor tinha a autoridade e a autorização dos pais para castigar os alunos e até agredi-los como forma de disciplina. Isso, com certeza, era um extremo abuso de autoridade e uma tremenda falta de senso humano para com o nosso próximo. No entanto, nos dias de hoje, a situação não é muito diferente, apenas inverteram-se os fatores e isso ''alterou o produto''.
Os pais não disciplinam seus filhos, não ensinam sobre respeito e também se sentem insultados quando alguém tenta fazer o trabalho que não deram conta de fazer. Os alunos, em sua grande maioria, enxergam o professor como um palhaço, um objeto de chacota ou então como uma ''babá''. Isso, certamente é capaz de descrever como saímos de um extremo e fomos direto a outro.
Na parte social e econômica é o mesmo problema. Por que alguns são ricos demais, enquanto outros não possuem nem o básico para sobreviver?
Não podemos viver sempre caindo de um extremo a outro. Precisamos de um equilíbrio, um '' meio-termo''. Bom seria se tudo fosse flores, mas se é impossível isso acontecer, que pelo menos possamos viver com dignidade e respeito. É o mínimo que temos direito a ter em um lugar onde tudo acaba indo para o lado bizarro.
Por: Miriã Pinheiro

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Rachel Sheherazade

Rachel Sheherazade é uma jornalista e repórter do telejornal SBT Brasil que tem sido muito comentada nas redes sociais, no Youtube, em conversas familiares e em rodas de fofoca de todo o Brasil. Ela é famosa por expressar sua opinião referente a assuntos polêmicos durante a apresentação do telejornal. Alguns são a favor de assistir à jornalista falando tudo o que pensa, enquanto outros consideram um absurdo uma repórter tirar suas conclusões daquilo que deveria ser imparcial.
Pessoas que trabalham em redes de televisão são aparelhos ideológicos extremamente influentes na formação de opiniões. Mas nós não vivemos em um país livre? Eis a questão. Na maioria das vezes a democracia funciona melhor quando todos estão calados dizendo: sim senhor!
No dia 04 de fevereiro, Rachel fez o mais polêmico de seus comentários: ela defendeu a ação de um grupo de jovens que espancou e torturou um assaltante, dizendo que era compreensível o ato dos agressores, alegando que os ''Direitos Humanos'' só defendem os bandidos. E agora eu pergunto, ela está totalmente errada? Um bandido tem todo o direito de te agredir, no entanto, você não tem o mesmo direito que ele, pois agredir um bandido é uma lesão aos ''Direitos Humanos''! Mas e os nossos ''Direitos Humanos'', onde ficam? Saímos na rua e somos assaltados, ficamos em casa e podemos ser assaltados também. Cadê os nossos ''Direitos Humanos''?
Talvez, a apresentadora e jornalista, não disse isso pensando em incitar a violência, mas em reivindicar o direito de todo cidadão: o direito a segurança. Sou ligeiramente contra qualquer tipo de violência  e também acho que temos todo o direito de expor nossa opinião sobre temas que nos afetam como seres humanos e cidadãos brasileiros, mas essa opinião deve sim ser transmitida com um certo cuidado.
Não sou ninguém para dizer se ela está certa ou errada, acho que cada um pode tirar suas próprias conclusões, no entanto, enxergo um drama exagerado em torno de comentários pessoais.
Por: Miriã Pinheiro

domingo, 20 de abril de 2014

Músicas

A respeito do gosto musical, o mundo está dividido em três grupos: aqueles que gostam de sertanejo universitário, que também podem ser chamados de ''monossilábicos'', por exibirem letras ligeiramente repetitivas, muitas vezes com apenas uma sílaba e quase sempre sem significado coerente; aqueles que gostam de funk, também conhecidos como ''imorais'', por tratarem de temas como ''ostentação'' (que podemos associar, em algumas vezes, ao tráfico de entorpecentes), sexo e mulheres. O terceiro e menos irritante grupo, é aquele dos roqueiros, que acreditam que somente o rock é música de verdade, tratam o rock como um deus e desprezam os demais grupos. Porém, dentro do grupo de roqueiros temos os que realmente curtem rock e o apreciam, aqueles que fingem curtir rock para ''pagarem uma de culto'' e aqueles que nem sabem o que é rock, não conhecem nenhuma banda e usam camisetas de qualquer coisa, achando que é uma banda de rock famosíssima.
Os três grupos citados acima possuem características distintas entre si e um tanto complicadas. Eu, particularmente, sempre preferi o rock como música, mas também acredito que nem só o rock é música! Seria idiota afirmar que não existem outros estilos tão bons quanto. O sertanejo, por exemplo, não foi criado para ser o que é atualmente, ele foi corrompido por mentes com preguiça de pensar, sem capacidade de escrever uma letra com conteúdo e extremamente ''comerciais''. O pagode e o samba tem lá seus encantos quando valorizados em trabalhos competentes. No entanto, do funk, não se pode dizer a mesma coisa. O funk brasileiro é imbecil, sem conteúdo e pornográfico. Costumo dizer que funk é ''pornô para cegos''.
A música foi feita para entrar em contato com a alma do ser humano, despertar-lhe sentimentos bons, de reflexão, ousadia, amor e até mesmo revolta. É necessário que haja músicas dançantes, pois o que seria do mundo se somente existisse Chico Buarque? Acho que temos sim que ter um repertório variado, mas dentro do limite de dignidade e beleza que uma música deve transmitir.
A música não deve ser usada para denegrir o ser humano. Não vou defender também a discutida ''falta de respeito'' pelas mulheres, já que quem quer ter respeito, deve, antes de tudo, saber impô-lo. Mas, a música deve ser um regozijo e não um tormento para a humanidade. Lembre-se, tudo o que te impede de pensar e refletir, não deve ser uma boa coisa!
Por: Miriã Pinheiro

sábado, 12 de abril de 2014

Best Sellers

Quando falamos em Best Sellers, já logo pensamos em Harry Potter, Crepúsculo, 50 tons de cinza, A menina que roubava livros, O código da Vinci, entre outros. Best Sellers são livros, geralmente americanos, que possuem uma extraordinária facilidade comercial,  ou seja, são os mais vendidos e consequentemente, os mais lidos no mundo todo. Hoje, ''passeando'' pelo Facebook, li a seguinte frase em uma página dedicada à leitores: ''Não leia Best Sellers''. Confesso que acho essa frase um tanto preconceituosa.
 É óbvio que não há como existir comparação entre qualquer Best Seller e uma obra realmente considerada literária, mas se escolhermos com cuidado, existem muitas coisas para serem aproveitadas nesses livros ''comerciais''
Pesquisas afirmam que o nosso país, o Brasil, não é um país com um alto nível de leitores, são poucas as pessoas que realmente se interessam pelos livros. Se formos analisar, os temas dos Best Sellers, quase sempre de ficção, são extremamente interessantes, principalmente na opinião de crianças e jovens. É meio complicado convencer um adolescente a ler ''O Ateneu'' de Raul Pompéia, mas é bem mais simples convencer o mesmo adolescente a ler qualquer livro da série Harry Potter. E eu pergunto, o que é melhor? É melhor ler Harry Potter, mas fazer um tipo de leitura, ter contato e acesso aos livros ou é melhor ficar sem ler nada a ler um Best Seller? Você pode até discordar, mas é muito melhor ler um Best Seller e exercitar sua função de leitor, aprendendo a viajar pelos livros a ter que ficar sem contato com nenhum tipo de leitura.
Eu acredito firmemente de que nada se compara a um bom clássico, seja ele de qualquer nacionalidade, destinado a qualquer público ou faixa etária. E acredito mais ainda que devemos sim influenciar nossos jovens a lê-los. Um clássico nunca envelhece! Mas também acredito que a preocupação maior deve ser em formar leitores e a leitura só é aproveitada se for vista como um fonte de prazer e não de tortura.
Por: Miriã Pinheiro

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Educação: o bem maior

A doença mais grave, contagiosa e mais difícil de ser combatida no mundo é a falta de respeito. Sinceramente, acho que para a maioria dos defeitos do asqueroso animal chamado de ser humano, há um remédio ou quem sabe até uma solução, mas para a falta de respeito, agrava-se o mal.
Nos dias de hoje, fazer um ou mais filhos e ''enfiá-los'' dentro de uma escola (já que fazer isso é obrigatório) de qualquer maneira, jogando toda a responsabilidade de educar, ensinar valores e respeito as custas do coitadinho do professor, tornou-se algo corriqueiro. Não estou generalizando, dizendo que todos os pais fazem isso, mas a maioria tem tentando se livrar da obrigação de educar suas lindas crias. Ou até mesmo tem feito isso sem intenção, já que nos dias de hoje temos uma vida extremamente agitada e acaba não dando tempo de dar às crianças os ensinamentos que necessitam para se tornarem jovens, adultos e principalmente cidadãos honrados e ativos.
Eu entendo que educar um filho não é nada fácil, ainda mais tendo outras milhões de obrigações para dar conta. Ainda não sou mãe, mas sou professora e sofro com a falta de respeito de muitos que saem totalmente ''crus'' de educação de seus lares. Não acho também que os pais sejam os únicos responsáveis por isso, pelo contrário, mas também acho que falta um pouco mais de monitoramento em nossos adolescentes e jovens. 
Muitos deles assistem na televisão o que querem e a hora que querem, ouvem músicas que trazem má influencia na formação do caráter, saem final de semana e voltam absurdamente tarde e muitas vezes bêbados e drogados. Qualquer um concordará que o maior problema é a falta de limite que há nas famílias. Problemas como esse sempre existiram, mas está claro que chegamos ao extremo.
Educar não é fácil: exige tempo, dedicação, paciência e o mais necessário, exemplo. A solução não é parar de trabalhar e passar a vida vigiando os filhos dentro de casa, mas quem sabe um monitoramento maior, regras um pouco mais firmes em algumas ocasiões, incentivo à atividades típicas para a faixa etária e não roupas e atitudes de péssimos adultos. Ensinar a respeitar o próximo é a base de todos os preceitos da educação, o saber falar na hora certa e cumprir com seus deveres dentro da instituição que dará o preparo para a vida lá fora. Acredito, também, que os pais devem olhar os cadernos dos filhos, analisar suas dificuldades e auxiliar no que for necessário, não com brigas, mas com amor! É aí que nasce o exemplo da educação; quem educa, com certeza, colherá os frutos.
Por: Miriã Pinheiro

terça-feira, 8 de abril de 2014

O morro dos ventos uivantes

Esse livro de que vou falar, é um clássico da Literatura Inglesa, escrito por Emily Brontë, que virou música, filme etc. Esse clássico é uma das maiores paixões da minha vida. Já ouvi muita gente elogiando essa obra e também não é para menos!
Afinal, a história de amor contada no livro, que é praticamente todo narrado pela antiga empregada/governanta Nelly Dean, não é tão óbvia como na maioria dos romances, pelo contrário, possui um ar extremamente estranho, misterioso e incrivelmente surpreendente. Sem falar que a escrita é impecável e não é nada difícil de compreender. As figuras de linguagem, aplicadas nos momentos certos, contribuem para a beleza da obra. As personagens também são adorávelmente complexas e cheias de emoções; principalmente o protagonista Heathcliff. Além disso, ao ler esse romance, imagina-se um cenário maravilhoso da natureza inglesa, com um clima extremamente doce. O livro é tão bem feito que quase dá para sentir na pele os mesmos ventos que sopraram em Catherine!
Ao ler, me senti hospedada na Granja Thrushcross, sentada em frente a uma lareira e ouvindo a magnífica narrativa de Nelly Dean.
Se alguém se interessa por histórias emocionantes, narrações perfeitas em cenários extraordinários, recomendo a leitura deste clássico. O romance é longo, mas cada página vale a pena!
Por: Miriã Pinheiro

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Goticismo e Milho Wonka

Tenho que confessar que sempre fui apaixonada pelo estilo e cultura gótica. Na verdade, nunca contei isso para ninguém, mas sempre tive vontade de me vestir como uma gótica em determinados dias, mas sei que a sociedade possui um enorme preconceito com este estilo. Não vou dizer também que gosto de ficar em cemitérios ou coisas parecidas, acho que todo extremo já vai para o lado doentio da coisa. No entanto, particularmente, adoro a literatura gótica, cheia de mistérios, aventuras, medos, lugares fantásticos e lindos de se imaginar, totalmente carregados de significados. Gosto também de rock e filmes de terror. Tenho uma absurda queda pelo lado obscuro das emoções que despertam os castelos da memória.
E por falar em gótico, esses dias estava olhando os vídeos de Vlogs atuais do Youtube e acabei assistindo um vídeo do Milho Wonka. Confesso que nunca o tinha visto até então. E confesso também, que na primeira impressão, assustei-me um pouco com a aparência diferente dele, mas depois fui me apaixonando pela sinceridade e simpatia que ele transmite. Realmente, achei-o lindo, inteligente e com um estilo fantástico, além de fazer críticas muito boas as situações da nossa atualidade. Milho Wonka também é muito carismático e mostra ''ser gente como a gente'', e não filhinho de papai que paga uma de culto fazendo Vlog no Youtube para passar o tempo. Gente com estilo é algo totalmente interessante para mim! Ele parece algo meio surreal, como uma mistura de personagens famosos, rock, etc. Pelo que eu entendi, ''Milho'' era seu apelido na adolescência e ''Wonka'' ele aderiu da personagem Willy Wonka da Fantástica Fábrica de Chocolates. E sim, ele também é um gótico! E pode não ter nada a ver, mas logo me lembrei de Charles Chaplin que foi criador de seu próprio estilo. Pessoas assim, merecem o sucesso. Milho Wonka é muito interessante, vale a pena conferir!
http://www.youtube.com/user/leandronetmail
Por: Miriã Pinheiro