segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Apenas sorria

Ô moreno lindo,
sorria que o mundo é seu.
Apenas sorria,
que esse teu sorriso
ilumina o mundo do teu olhar.

Menino do olhar doce,
apenas sorria
que esse teu sorriso
já vai levando junto o meu coração.

Quando você sorri o meu olhar é seu,
quando se move
meus olhos vão atrás de ti
porque sua beleza simples
deixa transparecer os atrativos do seu coração. 

Resultado de imagem para ô moreno


domingo, 10 de julho de 2016

Resenha: Memórias Inventadas - As infâncias de Manoel de Barros

Terminei de ler neste domingo mais um livro daqueles que encontrei no lixo e mais uma vez fiquei encantada com a leitura. Eu, como boa apreciadora e leitora dos poetas brasileiros (e estrangeiros também) já gostava de ler os poemas de Manoel de Barros, mas ao terminar esse livro, percebi que Manoel é um poeta de uma escrita apaixonante e que lê-lo é literalmente viajar na imaginação, já que nessa obra ele nos faz retornar aos tempos antigos, os tempos em que viveu sua infância no campo. Não sei como ele foi capaz de transmitir tanta beleza e simplicidade ao narrar sua infância! Confesso que fiquei morrendo de vontade de voltar a ser criança. E fiquei com mais vontade ainda de ter sido uma criança da roça, do campo, ter levado uma vida muito simples, mas cheia de brincadeiras e aprendizados diante de nossa grande mãe natureza. Mas mesmo que você nunca tenha pisado em um ambiente campestre, esse livro fará com que você consiga sentir as emoções da descobertas de uma criança curiosa já com grande senso poético, pois assim sempre foi Manoel. Ele nos mostra nessa obra que já nasceu com toda a sua sensibilidade poética, demonstrou-a muito bem durante toda a infância e que os anos e as experiências apenas serviram para aprimorar aquilo que ele sempre teve de mais belo. Esse livro desperta em nós essa vontade de retornar às coisas simples, de conhecê-las, mas principalmente de apreciá-las e valorizá-las. Abaixo, um trecho que me marcou muito:

"A importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem com barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós. Assim um passarinho nas mãos de uma criança é mais importante para ela do que a Cordilheira dos Andes."

E não para por aí... cada página está repleta de relatos que com certeza tornarão suas horas de leitura muito mais deliciosas! Enfim, trata-se de uma leitura muito prazerosa, rápida, com humildes ilustrações feitas por sua filha Martha Barros (que é muito reconhecida na área da ilustração) e eu diria que é até obrigatória às pessoas que apreciam a simplicidade das coisas ou que querem aprender a apreciá-la. A está simples resenha eu daria o seguinte subtítulo: A infância, a natureza, a simplicidade e a poesia. Leiam Manoel! 



terça-feira, 21 de junho de 2016

Resenha: Chão de vento (Flora Figueiredo) - Poesia com essência

Recentemente, encontrei na rua alguns livros e no meio deles estava esse de que vou falar: Chão de vento, de Flora Figueiredo. Essa minha edição tem o selo do Governo do Estado de São Paulo, o que significa que é um livro que foi dado para a leitura dos alunos de escolas públicas. Então, para quem ganhou esse livro e o tem em casa, só digo uma coisa: LEIAM! 
Trata-se de um livro de poemas com teor cotidiano, de leitura fácil e rápida (li em menos de uma hora), linguagem leve, bonita e com um encanto na escrita que está destinado apenas as pessoas extremamente sensíveis a poesia e a beleza do mundo. O próprio nome da obra já nos sugere uma sensível simplicidade: Chão de vento.
Percebe-se que a autora usa de sua própria poesia para desnudar-se, mostrar ao mundo como é sua alma, pensamentos e desejos mais íntimos, mas que muitas vezes coincidem muito com a maioria dos sentimentos alheios. Pelo menos, posso dizer que foi assim minha experiência com essa leitura. Flora não usa linguagem rebuscada, não fala por metáforas, ela apenas se coloca como uma pessoa comum, vivenciando um dia-a-dia comum, mas com um olhar contemplativo que só cabe aos poetas. De todos os poemas do livro, posso dizer que gostei de todos igualmente e me identifiquei com a maioria deles, pois poemas como esses são capazes de nos fazer abrir os olhos e enxergar o que realmente importa na nossa realidade: as coisas simples! Flora parece querer mostrar (e consegue) que o cotidiano está repleto de acontecimentos incríveis e que sempre podemos enfeitá-lo mais um pouquinho. Na sinopse do livro está escrito que a autora foi elogiada por Caio Fernando Abreu e Ferreira Gullar, acho que não preciso dizer mais nada! Abaixo, dois poemas retirados do livro:

Motim

Estou de saída
e que ninguém me siga.
Quero falar sozinha,
chutar a sombra,
cuspir no prato.
Rasgar a censura,
perverter a seita,
maldizer o gato.
Reduzir a etiqueta a pedacinhos,
desembarcar onde o lugar é descaminho,
esquecer o bicho em extinção.
Sem pedir permissão 
quero ficar comigo
e, se for necessário, me ponho de castigo.

Bom-senso

Hoje não vou,
que é dia ruim de decisão:
o ninho apareceu cheio de ovos,
o vaso me presenteou com botões novos,
a lua fez alongamentos verdes sobre o mar.
Dia de emoção não é dia de ir.
Quem sabe amanhã amanhece chovendo
e eu fico matemática. 





Obs: Muito obrigada a pessoa que jogou os livros no lixo, pois sem ela eu não teria encontrado esse belo livro! haha :) 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Poema de declaração

E eu que nunca acreditei em amor a primeira vista,
fiquei arrepiada na primeira vez
que o verde dos seus olhos
penetrou minha visão. 

Seu cheiro foi logo dominando meus sentidos...
e quando toquei suas mãos
já sabia que te queria só pra mim,
pra sempre no meu caminho.

Logo eu tão difícil
me derramei diante de ti,
me entreguei no seu beijo
e desejei ser só sua.

Tudo o que eu quero é estar com você
de corpo e alma, porque meu coração já te pertence
desde aquele primeiro olhar.

Não sei o que aconteceu,
mas quando dei por mim
percebi que tudo o que eu queria era ficar para sempre
deitada nos seus braços com as mãos nos seus cabelos. 


(Para: A.Z.N)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Livro: O poder do silêncio

De uns tempos para cá, tenho lido diversos livros de autoajuda. Sei que existe um imenso preconceito com esse tipo de literatura, já que muita gente acredita se tratar apenas de um arsenal de livros comerciais, escritos apenas com o intuito de ganhar dinheiro oferecendo ''fórmulas'' de felicidade, sucesso, prosperidade e todos os assuntos de interesse comum. Porém, o que muita gente não consegue assumir é que apesar de tudo existe por aí uma biblioteca enorme de ótimos livros do gênero, que verdadeiramente acrescentam algo, ensinam, inspiram e de maneira alguma se pode afirmar que foram escritos apenas com a intenção de faturar. Dentre esses livros, li recentemente um que me chamou bastante atenção: O poder do silêncio, de Eckhart Tolle. Como sou amante do silêncio e das reflexões que ele proporciona, não pude deixar essa leitura para depois. 
O livro é composto por reflexões em formato de aforismos, ou seja, textos curtos com ensinamentos voltados para o lado espiritual que abordam temas como morte, eternidade, relacionamentos etc. O foco está na importância de silenciar nossos pensamentos, para que seja encontrada a sabedoria interior. Dentre os ensinamentos do livro, o que mais me chamou a atenção foram as reflexões sobre ''o agora''. O autor afirma que não existe passado ou futuro, tudo está no agora, o agora é a vida, a base de tudo e que todas as coisas devem ser feitas pensando neste momento, pois ele é tudo o que importa de verdade. 
Abaixo, coloco os trechos que mais me marcaram e fizeram refletir. 

''Mas o que é sabedoria e onde pode ser encontrada? A sabedoria vem da capacidade de manter a calma e o silêncio interior. Veja e ouça apenas. Não é preciso nada além disso. Manter a calma, olhando e ouvindo, ativa a inteligência que existe dentro de você. Deixe que a calma interior oriente suas palavras e ações.''

''Quando você diz ''sim'' para as situações da vida e aceita o momento presente como ele é, sente uma profunda paz interior.''

A citação acima foi retirada de uma parte do livro que também é muito interessante, pois fala sobre como é importante aceitar ''o agora'', a situação presente da maneira que ela é. O autor fala também de como é bom se permitir e aceitar o que se sente: raiva, medo, tensão, amor. Permitir que as emoções sejam vividas plenamente faz com que aceitemos melhor o momento como parte essencial daquilo que estamos vivendo.

''Mesmo nas situações aparentemente mais inaceitáveis e dolorosas existe um profundo bem. Dentro de cada desgraça, de cada crise, está a semente da graça''.

''Há muito sofrimento e tristeza quando você acha que cada pensamento que passa por sua cabeça é verdadeiro. Não são as situações que causam infelicidade. São os pensamentos a respeito das situações que deixam você infeliz. As interpretações que você faz, as histórias que conta para si mesmo é que deixam você infeliz.''

Enfim, esse é um livro que vale a pena ser lido, principalmente se você é uma pessoa que acredita muito em tudo aquilo que passa por sua mente, sendo que nós não somos nossos pensamentos e nem tudo o que eles dizem é verdade. Tratam-se apenas de projeções da realidade, que na maioria das vezes não precisam ser levadas em conta.


segunda-feira, 28 de março de 2016

Caminhadas e céu de outono

Dentre as coisas que gosto de fazer para me sentir bem, uma delas está em caminhar no final da tarde. Não sou uma pessoa muito afeita a esportes, mas caminhar tanto na rua, quanto na esteira, são exercícios que realmente me fazem bem e que sempre gostei muito de praticar. Nessas minhas caminhadas na rua, costumo sempre ir com os fones de ouvido, escutando músicas agradáveis, sejam elas animadas, lentas ou românticas, dependendo do meu estado de humor. Gosto também de aproveitar para observar o movimento das pessoas e carros na rua, já que sempre costumo ir no horário em que a maioria está voltando de seus empregos, sentir o vento, mas principalmente admirar o céu. Apreciar o céu sempre foi um dos meus passatempos favoritos, que me garante alguns segundos ou minutos de meditação e paz. O céu, na minha opinião, é um dos elementos mais belos e talvez até inexplicáveis da natureza, mas ele se torna ainda mais atraente na estação do outono, que é quando ele fica com aquelas cores meio alaranjadas ou amareladas. Nesse período, o céu fica parecendo uma pintura ou qualquer obra de arte com traços extremamente prazerosos de se apreciar. Então, dentre as coisas que gosto de fazer quando caminho, além da própria caminhada, é observar as cores do céu e permitir que elas me tragam um pouco mais de tranquilidade. 



O céu de outono é o único que difere das demais estações. É um céu cheio de esperança, que enche os olhos e faz a alma voar... Desde que nasci, encontro inspiração nesse cenário alaranjado cheio de vida e abarrotado de coisas boas.Todos deveriam parar de vez em quando para observar o céu, interromper um pouco a correria do dia a dia para admirar esse maravilhoso santuário da natureza que Deus colocou acima de nossas cabeças para nos lembrar que nunca estamos sozinhos e que a vida, apesar de dura, tem sua beleza! Por isso, gosto de dedicar algumas tardes para caminhar, pois além de me exercitar, posso parar alguns minutos para meditar! 
Emoticon smile

terça-feira, 8 de março de 2016

Uma reflexão pessoal no dia 08 de março

Hoje é 08 de março, mais conhecido como o dia internacional das mulheres. Confesso que estou meio cansada de todo aquele discurso feminista que rola no Facebook e também na vida real não só neste dia, mas em quase todos os outros do ano. Por exemplo, todo mundo já deve ter lido algo do tipo: ''Não dê flores, dê respeito'' ou ''Não dê bombons, dê respeito''. 
Eu sei que apesar de a sociedade já ter conseguido ''aceitar'' um pouco que uma mulher pode ser outra coisa além de dona de casa, ainda existem muitas pessoas que não concordam com isso e também muitos lugares em que ''as leis femininas'' não funcionam nem um pouco! Porém, as feministas fanáticas que me desculpem, mas que mulher que não gosta de ser lembrada com carinho? Que não gosta de receber um agrado com ou sem data comemorativa, como um flor, um chocolate, um cartão, uma mensagem com um texto interessante ou uma ligação? Se você não liga para agrados desse tipo, algo pode estar errado com você por se achar capaz de se bastar a si mesma!
Eu concordo muito com a maioria das teorias feministas, mas também acho que mulher merece carinho, afeto e ser lembrada com respeito, ou seja, deve ser lembrada como uma mulher e não como um homem lembra de outro homem. 
Eu também faço parte da nova geração de mulheres que são formadas, possuem carteira de motorista, mas ao mesmo tempo sabem cuidar muito bem de uma casa! No entanto, gosto de ser tratada como uma mulher: com carinho, respeito, atenção, ser chamada de princesa e de outros nomes carinhosos. Gosto de ganhar presentes, lembranças e mensagens bonitas. Por favor, não aceitem receber de um homem o mesmo tratamento que ele daria a outro homem!
E se você é homem mas não sabe e nem quer aprender a tratar uma mulher, eu tenho uma dica: vire gay! 

Sendo livre

Quero liberdade financeira,
psicológica, social e amorosa.
Quero o direito de não ir,
ou vir e não ir nunca mais
e vice-versa para tudo.

Quero o vento me tocando
e meus desejos realizados e saciados,
tudo aquilo que por medo foi reprimido
quero ver despertado.

Quero crescer em mim mesma,
aflorar minha própria feminilidade
sem compromisso com a dúvida
de quem não aceita minha novidade.