segunda-feira, 28 de março de 2016

Caminhadas e céu de outono

Dentre as coisas que gosto de fazer para me sentir bem, uma delas está em caminhar no final da tarde. Não sou uma pessoa muito afeita a esportes, mas caminhar tanto na rua, quanto na esteira, são exercícios que realmente me fazem bem e que sempre gostei muito de praticar. Nessas minhas caminhadas na rua, costumo sempre ir com os fones de ouvido, escutando músicas agradáveis, sejam elas animadas, lentas ou românticas, dependendo do meu estado de humor. Gosto também de aproveitar para observar o movimento das pessoas e carros na rua, já que sempre costumo ir no horário em que a maioria está voltando de seus empregos, sentir o vento, mas principalmente admirar o céu. Apreciar o céu sempre foi um dos meus passatempos favoritos, que me garante alguns segundos ou minutos de meditação e paz. O céu, na minha opinião, é um dos elementos mais belos e talvez até inexplicáveis da natureza, mas ele se torna ainda mais atraente na estação do outono, que é quando ele fica com aquelas cores meio alaranjadas ou amareladas. Nesse período, o céu fica parecendo uma pintura ou qualquer obra de arte com traços extremamente prazerosos de se apreciar. Então, dentre as coisas que gosto de fazer quando caminho, além da própria caminhada, é observar as cores do céu e permitir que elas me tragam um pouco mais de tranquilidade. 



O céu de outono é o único que difere das demais estações. É um céu cheio de esperança, que enche os olhos e faz a alma voar... Desde que nasci, encontro inspiração nesse cenário alaranjado cheio de vida e abarrotado de coisas boas.Todos deveriam parar de vez em quando para observar o céu, interromper um pouco a correria do dia a dia para admirar esse maravilhoso santuário da natureza que Deus colocou acima de nossas cabeças para nos lembrar que nunca estamos sozinhos e que a vida, apesar de dura, tem sua beleza! Por isso, gosto de dedicar algumas tardes para caminhar, pois além de me exercitar, posso parar alguns minutos para meditar! 
Emoticon smile

terça-feira, 8 de março de 2016

Uma reflexão pessoal no dia 08 de março

Hoje é 08 de março, mais conhecido como o dia internacional das mulheres. Confesso que estou meio cansada de todo aquele discurso feminista que rola no Facebook e também na vida real não só neste dia, mas em quase todos os outros do ano. Por exemplo, todo mundo já deve ter lido algo do tipo: ''Não dê flores, dê respeito'' ou ''Não dê bombons, dê respeito''. 
Eu sei que apesar de a sociedade já ter conseguido ''aceitar'' um pouco que uma mulher pode ser outra coisa além de dona de casa, ainda existem muitas pessoas que não concordam com isso e também muitos lugares em que ''as leis femininas'' não funcionam nem um pouco! Porém, as feministas fanáticas que me desculpem, mas que mulher que não gosta de ser lembrada com carinho? Que não gosta de receber um agrado com ou sem data comemorativa, como um flor, um chocolate, um cartão, uma mensagem com um texto interessante ou uma ligação? Se você não liga para agrados desse tipo, algo pode estar errado com você por se achar capaz de se bastar a si mesma!
Eu concordo muito com a maioria das teorias feministas, mas também acho que mulher merece carinho, afeto e ser lembrada com respeito, ou seja, deve ser lembrada como uma mulher e não como um homem lembra de outro homem. 
Eu também faço parte da nova geração de mulheres que são formadas, possuem carteira de motorista, mas ao mesmo tempo sabem cuidar muito bem de uma casa! No entanto, gosto de ser tratada como uma mulher: com carinho, respeito, atenção, ser chamada de princesa e de outros nomes carinhosos. Gosto de ganhar presentes, lembranças e mensagens bonitas. Por favor, não aceitem receber de um homem o mesmo tratamento que ele daria a outro homem!
E se você é homem mas não sabe e nem quer aprender a tratar uma mulher, eu tenho uma dica: vire gay! 

Sendo livre

Quero liberdade financeira,
psicológica, social e amorosa.
Quero o direito de não ir,
ou vir e não ir nunca mais
e vice-versa para tudo.

Quero o vento me tocando
e meus desejos realizados e saciados,
tudo aquilo que por medo foi reprimido
quero ver despertado.

Quero crescer em mim mesma,
aflorar minha própria feminilidade
sem compromisso com a dúvida
de quem não aceita minha novidade.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Ao altar

Pra ti
minha alma sorri.

Canta, chora, grita
e até implora
pra que você a afague
quando chegar a tal,
a tal sonhada hora.

Hora de dizer carinhos, 
falar de amor,
entrelaçando, assim, pouco a pouco,
nossos alegres caminhos.

E de destinos traçados
seguiremos abraçados
descalços ou calçados
ao amor dos predestinados.

domingo, 25 de outubro de 2015

Meus trovões

Converso com os trovões...
é estranho, mas acho que fazem parte de mim.

Sou formada de trovões!

Em outra vida, fui uma gota de chuva.
Dessas que molham uma rosa
ou caem alegres em um girassol atraente.

Os trovões me dizem coisas
que a ninguém confesso.
Estão comigo
até quando andam calados.

Considero trovões como uma partícula da minha alma
ou talvez um pedaço do meu leve ser
que grita de alegria
e com a chuva vive encantado.

Declarado

Se até pro nada eu faço poema
por que não farei eu pra você
nem que seja um esboço
ou talvez um poeminha?

Pois aqui está ele,
minha beleza encantadora,
diferente, amável
e inspiradora.

Já invadiu meu coração, 
pois invada agora meus versos
e entre na minha canção.
Por você,
já fiz até oração.

Usarei do meu romantismo
talvez um pouco alencariano.
Desses que sobram amor
pra muito mais de um ano.

No pedestal da minha vida
só tu tens o lugar.
Idealização, fantasia
ou apenas a arte de amar.

Amo, amando, amado,
já falei tudo errado.
Era pra ser segredo
o que nesta estrofe
acabou de ser confessado.


Liquidificador

Solto o cabelo, piso na terra,
tomo sorvete no regime.
Não quero ter medo de ser feliz
ou medo de viver.
Encurto a saia, tomo chuva,
escuto bossa, canto Caetano,
leio Drummond
e beijo amor.

Vivo pra viver.
Existo pra ser.
Ando sem medo, cabeça erguida,
com esmalte ou sem,
batom vermelho pra ficar mais zen...

Durmo do lado contrário,
escorrego de cima do meu eu.
Saio dançando com o mundo,
vou vivendo com tudo.

O vento é quem penteia os cabelos,
o sol deixa a pele vermelha
mas também aquece a alma...
Os sonhos surgem na alma
daqueles que têm calma.

Breguinha

Numa dessas noites
tive um encontro.
Encontrei com uns olhos vivos
que mais pareciam estrelas.

Os belos astros luminosos
que me perdoem,
mas aqueles olhos...

Aqueles olhos
brilhavam em torno 
de um universo
chamado meu coração.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Crônica produzida por uma aluna do 6º ano. Tema: criança lendo no lixão.

Título: Uma lição para mim

        Em um lindo dia de verão, avistei um menino pobre que estava procurando latas para vender em um lixão, quando encontrou um belo livro, sentou-se e começou a folhear as páginas.
       Olhei para ele e perguntei o que ele estava lendo. Ele então me respondeu que não estava lendo, mas apenas olhando as figuras. 
        Fiquei curiosa, pois o José estava muito atento com o seu livro. Perguntei se ele sabia ler e ele me disse que até sabia um pouco, porque fazia pouco tempo que estava fora da escola. Pedi para que me lesse um trecho do que estava lendo, mas ele todo vermelho, recusou-se!
    Depois desse encontro, pensei comigo mesma: eu, com tantos livros, na escola E.M.E.F.E.M Benedito Teixeira de Macedo e ainda frequentando o educandário Joanna de Ángelis, tenho praticamente tudo, enquanto ele tem tantas dificuldades...
          Resolvi então tentar ajudar o José! Levei-o até o educandário e a dona Zilá deu para ele uma direção maravilhosa: telefonou à escola mais próxima e arrumou uma vaga. Ela também avisou José que uma condução iria pegá-lo pela manhã e que a tarde ele iria ao educandário Bezerra de Menezes.
      Na escola, meu amigo José foi bem acolhido por todos! Recebeu material escolar, uniformes, tênis e para minha maior alegria, conseguiu até uma cesta básica para sua mãe dona Joaquina. 
          Então eu pude perceber o quanto era feliz e aprendi muito com a amizade de José, pois por meio dela, aprendi a dar valor a tudo o que tenho em minha vida.
    Hoje José é muito feliz com seus livros, com as escolas, seus novos amigos e principalmente com sua mãe, pois ele não precisa mais ir ao lixão para procurar latas para vender, porque agora tem uma vida digna e acredita em um futuro melhor para si e sua família. 
         De coração, eu digo: que bom que pude ajudá-lo!

Rafaela Vitória dos Santos.




O que é crônica?


Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego ''chronos'' que significa ''tempo''. Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados a arte, esporte, ciência etc.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O Drummond no meio do caminho

Encontro Drummond 
cada vez que tropeço
nessa bendita pedra
que insiste em ficar
no meu único caminho.

Encontro Drummond
nos cantos da sala, 
do quarto e da vida.
E quando vejo que tudo se perdeu,
mas a vida ainda existe!

Encontro Drummond 
cada vez que perco o bonde
e também a esperança.
Quando percebo que a rua é inútil
e a vida...
nem preciso completar!

Encontro Drummond 
porque quero!
Porque o guardei aqui dentro
nessa pedra do coração.

Ah! Nunca me esquecerei
que bem no meio da minha vida
tinha um Drummond!

Alma exausta

Não sinto prazer em ser humano.
A humanidade em nada me agrada.
Prefiro um livro
a ter que aturar conversas estúpidas.

As pessoas não conhecem mais seu devido lugar...
E para falar a verdade:
qual é o meu lugar também?

Ainda não encontrei as respostas
para todas aquelas perguntas
que de noite, 
espalham-se sobre meu travesseiro.

Durmo para encontrar a razão,
acordo com o peso da emoção
entortando minhas costas,
cansando meus ossos.

Sonho com pássaros, montanhas, 
lugares distantes...
outras vidas, outros amores,
um novo começo
pra uma alma exausta.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Reconhecimento

Não conheço a mim mesma. 
Carrego sentimentos 
que nem lembrava que um dia existiram...
E que de vez em quando, alfinetam meu peito.

Cutucam de um lado,
se remexem de outro.
Gritam daqui, 
sussurram de lá...
e eu?
Não sei quem escutar!

Não sei se quero o sonho antigo
ou o desejo novo.

Se quero fazer as mesmas coisas
ou se preciso de um renovo.

Ainda não sei quem sou
e não sei se um dia virei a saber.

Enquanto isso vou sendo eu mesma
sem saber que sou a própria...
A própria imagem de mim. 




sábado, 27 de junho de 2015

A vida é um gerúndio

Tem horas que refletir é sagrado!
Momentos que a mente voa,
a alma corre,
o tempo soa
e o corpo escorre.

Sentado no balanço da vida,
tudo vai, tudo vem
e você não sabe
se voa ou se contém.

O dia vai passando,
você vai lutando
cansado do eterno gerúndio
que a vida nos faz permanecer.

Indo...
Vivendo...
Amando...
Tentando...
Chorando...
Cantando...

E o tempo vai correndo...
Tudo segue andando...
Até que um dia
só nos reste o infinitivo. 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O terror da água

Quantas pessoas você conhece que ficam de meia hora a quarenta minutos tomando um simples banho? Quantas que lavam o carro sem ter a menor necessidade? E aquelas que escovam os dentes com a torneira aberta, lavam roupa do mesmo jeito e ficam enchendo e esvaziando piscinas? Fora aquelas criaturas demoníacas que ficam três horas lavando a porcaria de um quintal ou ainda ficam jogando água atoa na calçada e até mesmo no meio da rua. 
Todo mundo já está cansado de saber sobre a crise de água que estamos enfrentando. Basta ligar a televisão e ela já está lá, estampada na nossa frente, para todos aqueles que ainda tinham alguma dúvida sobre o tema. E cá entre nós, mesmo se a água não estivesse em crise, por que você sentiria prazer em desperdiçar um recurso natural que nos foi concedido pela natureza para ser usado com consciência? Tudo bem, idiotas sem respeito como somos, podemos até afirmar que a culpa da falta de água não é exclusivamente da nossa pessoa. Mas eu trouxe uma novidade para você: a culpa é toda nossa! A culpa é minha e também é sua!
Desde pequena, descobri que tenho sentimentos assassinos. Isso mesmo! Você pode até ficar assustado e querer chamar a polícia e fique a vontade para tal. Mas sempre que vejo alguém desperdiçando esse recurso natural tão belo, maravilhoso e essencial para a existência humana, sinto vontade de matar a criatura (porque para mim, isso não pode e não deve ser chamado de ser humano, já que de humano não tem absolutamente nada!), esfaquear, atirar um machado na cabeça e ver o sangue escorrer com a maior alegria já sentida. Porém, INFELIZMENTE, eu AINDA estou com o juízo são e não farei isso. Mas, com certeza, atenho-me a desejar o pior destino para essa pessoa. Desejo que tenha a pior morte da face da terra e que sofra muito. Porque, sinceramente, uma pessoa que não respeita algo que ela própria usa e necessita, não merece viver. Eu penso da seguinte maneira: se você é infeliz e não gosta do mundo e da vida, pegue uma corda, uma arma carregada e suicide-se. Mas, por favor, não prejudique a existência de outro ser humano que não possui a menor culpa pela sua ignorância, falta de respeito e de cultura. Pense nas gerações seguintes, nos seus filhos e netos que você tanto diz que ama. Se os ama tanto assim, prove! Economize água e respeite a natureza para garantir-lhes um futuro feliz e de qualidade.


Resenha - A hora da estrela de Clarice Lispector

Mas não sabia enfeitar a realidade. Para ela a realidade era demais para ser acreditada. Aliás a palavra ''realidade'' não lhe dizia nada. Nem a mim, por Deus.
E então, eu li ''A hora da estrela''. Já tinha tentando ler esse livro umas três vezes, mas por algum motivo, eu nunca conseguia ir até o fim. Parecia que a linguagem da Clarice, o dito cujo do eu-lírico e o enredo da história se misturava todo na minha cabeça e acabava em nada! Mas, um belo dia, decidi que iria terminar essa leitura querendo ou não. E estou surpresa, porque logo no comecinho já percebi que estava envolvida e que dessa vez eu iria mesmo até o final.  
Vou contar um segredinho, cá entre nós: não sou uma das maiores fãs da Clarice Lispector! Já li outros livros dela e não gostei nenhum pouco. Principalmente aquele tal de ''Laços de família''. Mas tenho curiosidade de ler muitos outros que ainda não adquiri! Bem, quem sou eu para falar que não curto muito uma escritora tão amada e aclamada pelos mais importantes críticos literários? Exatamente, não sou ninguém! Mas, como todo leitor, eu também tenho minhas preferências. Na verdade, acho que essa minha implicância com alguns livros da Clarice, é porque ela é demais para minha capacidade de raciocínio. Pois é. Clarice possui uma escrita muito reflexiva, introspectiva, que mexe nas feridas da alma, que chega ao mais profundo da miséria humana. E a linguagem dela também não é tão simples quanto esses trechos de efeito que o pessoal insiste em ficar postando e repostando nas redes sociais. Ela é uma escritora que vai muito, muito além de uma frasezinha com mil curtidas. 
E foi tudo isso e muito mais que eu vi com meus próprios olhos em ''A hora da estrela''. 
Esse livro conta a história de Macabéa. Uma moça de 19 anos, alagoana, órfã, com pouco estudo, apenas umas noções bem reles de datilografia, que decide tentar a vida no Rio de Janeiro após a morte da tia que era a sua única, maldosa, porém companheira. Ela passa a trabalhar como datilógrafa e a morar em um quarto de pensão junto com outras moças. O emprego vai mal! A moça não tem noções de higiene, escreve muito mal, erra muito e sempre suja os papéis com as suas mãos mal lavadas. O patrão, com pena do jeito simples da protagonista, acaba deixando que ela fique mais um pouco no emprego, embora tenha desejado despedi-la. Macabéa meio que odeia  a si mesma, não possui o menor rastro de autoestima, aprendeu a reprimir todos os seus impulsos, é virgem, suja, mal cheirosa, tem uma péssima alimentação, não sabe se expressar direito e é invisível, ou seja, ninguém nota sua existência. Até chegou a arrumar um namorado, mas as coisas vão de mal a pior. Além do mais, ele não tinha nada do ''bom moço'' que ela imaginava. A personalidade dele era meio psicopata, perigosa, questionável.
Enfim, é impossível descrever totalmente as características da protagonista. Macabéa é a personagem mais miserável que já conheci na literatura! 

Acredito que cada leitor possui uma interpretação diferente do livro e da protagonista. Mas para mim ele proporcionou diversas reflexões sobre a nossa própria existência humana, sobre como deve existir outras macabéas por aí e como as vezes, nós mesmos, nos deixamos ser Macabéa. É uma leitura rápida e curta, apesar de não ser muito simples, mas que recomendo muito para os que gostam de refletir sobre a pequenez da vida. 


O vídeo acima é o filme ''A hora da estrela''. E vale muito a pena assistir, porque é muito fiel ao livro. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Chatice e eu

''Ué, criatura, você mudou a cor e o modelo desse blog DE NOVO?'' Fui eu mesma quem me fiz essa pergunta. Até esses dias o meu blog estava todo cor de rosa e com o nome bem destacado lá no início. Mas sabe o que é... eu não estava feliz com isso!
O template rosa que eu estava usando foi criado por uma menina simpaticíssima que conheci no Facebook e ela até me cobrou pouco, para fazer um bom trabalho. Fui eu mesma, que de teimosa, escolhi a cor rosa, mesmo sabendo plenamente que enjoaria ao passar de alguns meses. E não deu outra! Já não conseguia mais nem escrever no blog, nem sequer abri-lo, porque por algum motivo aquela cor estava me dando asco. Foi então que eu fiz o que eu faria com qualquer outra coisa na vida e que inclusive fiz com o cabelo: voltei ao estado inicial. Sim, estou usando novamente o modelo simples do blog e sei que logo, logo a cor dele e o estilo também vão me deixar enojada e causar dor nos olhos, mas pelo menos ficou muito mais discreto e transmite um pouco mais de seriedade. Acho que prefiro deixar os blogues cor de rosa para as meninas que falam de maquiagens, produtos ou qualquer outra coisa para o público feminino. Achei que aquele rosa lindo não estava combinando com a cor natural dos meus poemas. Mas quem pode garantir que eu não vá voltar para ele? Isso mesmo, ninguém! O nível de enjoo estava tão alto que cheguei até a criar um outro blog só para publicar poemas. Mas depois eu pensei: para quê, se eu já tenho esse que está prontinho da silva, todo arrumadinho, com as minhas visualizações, seguidores, perfil etc? Então, voltei para o original, organizei-o de maneira bem simples e estou felicíssima. Como é bom se livrar de um peso, né?
Além do mais, eu também acho que muita cor, brilho e anúncios, tiram a atenção do leitor, que com certeza não entrou em um blog para ver ''ostentações'' e sim textos. Eu mesma me sinto um pouco incomodada quando o site é muito atrativo, que até prejudica a leitura das postagens. Quero que os textos, os poemas sejam o centro da atenção e não os reles acessórios que compõe a página. 
Bom, pode não parecer tão claramente, ou talvez pareça muito mais do que eu imagino, mas eu sou meio chata mesmo em alguns aspectos. Algumas cores me incomodam profundamente e seria capaz de fazer uma lista enorme com coisas que eu jamais toleraria. Mas, resolvido o problema, voltarei a publicar aqui com a frequência que me for permitida e espero poder contar com a leitura de todos. 


A dor e o ser humano

Ontem, dia 24 de junho, recebemos a trágica notícia do falecimento do cantor sertanejo Cristiano Araújo e da namorada de apenas 19 anos, por causa de um acidente de carro, onde supostamente o motorista teria pegado no sono durante a viagem da madrugada. 
Essa notícia abalou os amantes do sertanejo universitário, cantores famosos e pessoas comuns, como eu, que não sendo amante da música sertaneja, valorizo e amo a vida de qualquer ser humano. 
Infelizmente, como efêmeros seres racionais que somos, estamos sujeitos a isso e a coisa muito pior em cima dessa terra em que fomos jogados. Revoltamo-nos, pois é claro, todos queremos morrer de velhos e desde criança temos infiltrado na mente esse conceito de que só velho pode morrer. E deveria ser assim. Isso deveria ser muito mais do que um conceito mental, deveria ser uma realidade!
A verdade é que ninguém quer morrer. Você pode até repetir para o mundo que odeia a sua vida, mas já é clássico que se te for dada uma oportunidade para tal, você recua ferozmente. Todos amamos a vida, ainda que inconscientemente. Mas já que temos que fazer isso um dia, então desejamos que seja quando estivermos bem, bem, bem velhinhos mesmo!
Como humana que sou, não sentirei falta de um cantor sertanejo. Mas lamento eternamente a dor que sente neste momento a família do Cristiano Araújo e também da família da garota, namorada dele, que é o segundo filho que os pais dela já perderam. Sinto um pesar enorme por essas famílias e também pelos amigos. Essa é uma dor que um dia poderá ser mascarada, mas jamais poderá ser esquecida ou apagada. 
E mais uma vez digo que como seres humanos finitos que somos e como cristã que sou, proponho que devemos orar, ou até mesmo interceder mentalmente por essas pessoas que estão aprofundadas no terror do luto. E não devemos orar apenas por essas famílias específicas, mas por todas as famílias que um dia perderam alguém que tanto amam. Orar por todos os pais que perderam seus filhos, por todos os filhos que perderam os pais, as pessoas que perderam os avós, amigos próximos, cônjuges, namorados, noivos e até mesmo por aquela sua vizinha que perdeu o animal de estimação e sentiu que a dor fosse rasgar-lhe o peito. Por todas as grávidas que perderam seus bebês no ventre e também por todos aqueles que estão vivos fisicamente, mas que a muito já perderam as esperanças da vida. 
Devemos, sim, orar e não nos esquecer de que a dor do outro, também é a nossa dor. Porque somos uma única raça! Não importa se branco, negro, pobre, rico, famoso ou o João anônimo do bar da esquina, quando a dor nos toca, somos todos seres humanos. Podemos ser qualquer coisa e ser dono de qualquer título na face desse universo, mas somos apenas humanos quando as emoções tomam conta do nosso ser.  

terça-feira, 26 de maio de 2015

O que ainda resta

Dia que vem, 
noite que vai.
Hábito que vem,
rotina que vai.

Sonho mal despertado,
amor não interpretado,
medo assombrado,
coração atrapalhado.

Decepção que amanheceu
ainda do mesmo lado.

Desejos ocultos
ainda calados.

O travesseiro não comporta mais
a grandeza do meu ser.
O mundo não suporta
minha eterna pequenez.

Não tenho onde encostar.
Só me resta esperar...






sexta-feira, 8 de maio de 2015

Reconciliação

A poesia, menina má,
as vezes quer ir embora,
fugir desse infortúnio
que é morar em um peito turbulento
como o meu!

Mas eu, que não aceito gente fujona,
seguro ela pela gola
e a obrigo a se sentar
para termos aquela antiga conversa
sobre onde é o lugar de quem.

Ela, a poesia, vem me falar toda brava
que eu a deixei de lado,
que não penso mais nela como antigamente.

E não é que a bandida tem faro?
Mas a verdade é que eu amo essa ingrata,
quero ela morando dentro de mim,
dançando, desfilando
e colocando para o mundo
tudo o que ela mesma cultiva dentro de mim.

Vencida, então, digo que a amo.
Peço perdão, fico de joelhos
e prometo flores rosas toda noite
como prova da minha remissão.

Ela, coitadinha, sem muita escolha,
aceita o que tenho a lhe oferecer.
E jeitosamente se aconchega no meu coração,
diz que também me ama
e que nunca iria embora de verdade.

Eu sei que ela nunca vai me deixar
porque nunca vou deixar que ela me escape.
Vou trancá-la para sempre no peito
e deixar que adormeça.

Mas hora ou outra, 
quando ela quiser acordar,
vou deixar que me use
e coloque em palavras 
tudo o que ela faz comigo!






quarta-feira, 15 de abril de 2015

Falta

Sinto falta do que falta,
que talvez já tenha faltado
nas faltas do meu caminho.

Sinto falta do que faltou,
do que ainda falta
na falta que não percebi.

Sinto uma falta.
E essa falta, faz falta
mas não faz sentido!