quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Querido Cinquenta tons de cinza

Querido Cinquenta tons, é com grande pesar que venho informar por meio desta a grande decepção que tive com o senhor. Sei que depois posso quase ser atacada por um bando de adolescentes/jovens/mulheres adultas que sonham em ser espancadas por um homem só para depois terem o gostinho de fazer uso da bendita lei Maria da Penha. Bom, antes de tudo quero que saiba que compreendo perfeitamente que o senhor Cinquenta ainda é bem jovenzinho e embora já seja precocemente famoso, tenho que dizer que é muito pobrezinho. Sim, o senhor é muito pobrezinho, já que não conseguiu dizer nada em 455 tons de meras páginas jogadas ao léu. Apesar desta minha experiência que eu devo chamar de - aterrorizante - sei reconhecer o quanto o senhor é elogiado por aí e reconheço ainda mais que foi exatamente por esses elogios que tive despertada a curiosidade de me sentar na varanda com o senhor sobre meu colo. No entanto, o senhor se mostrou um tanto ingrato para com a minha curiosidade, tentando me convencer a desperdiçar meu precioso tempo de férias observando uma garota chata de personalidade inconsistente ser agredida por vontade própria por um cara ainda mais chato e de personalidade lunática. Sinceramente, o senhor poderia ter caprichado um pouquinho mais na personalidade de vossas personagens... O senhor, por acaso, já leu algo de nossa querida Jane Austen? Não me surpreendo nenhum pouco se a resposta for negativa! O senhor está muito fraquinho para o meu gosto! Tomo a liberdade de questionar se em algum momento o senhor já pensou em utilizar apenas cinco páginas de um conto para apresentar vossas contraditórias personagens? Tenho a certeza que não! Afinal, o senhor está em busca da tão sonhada fama trilógica. 
Apesar de tudo o que já foi dito aqui, não quero que o senhor se ofenda, afinal, consigo compreender que o senhor não se escreveu sozinho, mas não quero perder tempo adentrando nesses detalhes. O senhor pode estar se perguntando quem sou eu para fazer declarações tão grotescas contra o sucesso do momento. Bom, não sou ninguém em especial, mas posso dizer que sou uma coisa: leitora. Sim, sou uma leitora que busca aventuras, emoções, romances comoventes, dramas intensos e até aquilo que é chamado de clichê ou carne de vaca, desde que me acrescente e inspire. O senhor, no entanto, é insípido e isso me decepcionou, pois como uma boa leitora econômica eu não gastaria meus pobres cascalhos com algo de vosso nível.
Eu, que jamais critico o gosto literário de outrem ou que critico menos ainda a leitura de best-sellers ou quaisquer trilogias, sinto-me traída com vossa inconsistência e superficialidade. Vossa sensualidade, além de ser especialmente vulgar, é cansativa e repetitiva. Além do mais, obrigada por deixar claro que algumas mulheres se excitam quando são espancadas, alguns dos mais terríveis bandidos do nosso Brasil varonil gostarão muito de saber disso, ainda mais sabendo que o senhor não é brasileiro, e nós adoramos uma moda importada.
A propósito, antes que eu me esqueça, deixo abaixo alguns sinônimos da palavra ''enrubescer'', verbo utilizado 455 vezes pelo senhor. Termino aqui esta carta e espero que não se sinta ofendido, apenas tente melhorar da próxima vez que tiver a oportunidade, embora a minha credibilidade o senhor já não tenha mais (não que eu a considere grande coisa!) e acredite, ver o senhor nos cinemas seria a última coisa que eu faria.
Sucesso na carreira cinematográfica e receba os meus humildes cinquenta tons de reprovação.

Enrubescer: Tornar (-se) vermelho. Ruborizar (-se), corar. 


Sinônimos:  vermelhar-se, corar, envaidecer- se, afoguear, abrasar, esbrasearinceder, incendiar, queimar, avermelhar,ruborizar, vermelhar, colorir, envergonhar-se, purpurearrosaji-se, tauxiar, tingir,pejar, perturbar-se, confundir, ruborizar-se, ruborejar, nacarabrasear, escandescer ,esfoguear, rosear, acarminar, carminar, rubificar,envermelhecer, inflamarerubescer, rosar, rubescer, ruborescer.



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nuvem negra

Hoje foi uma das poucas manhãs em que eu acordei com uma nuvem bem negra pairando sobre minhas ideias. Não tenho tanta certeza se quero isso ou aquilo, não sei se aposto tudo ou saio correndo só para garantir o pouco que me resta. Tive uma boa noite de sono, mas sonhos nem tão desejáveis. Tenho medo de alguma coisa, sinto uma pitada de insegurança embaçando toda a minha natural felicidade de estar em pé e respirando plenamente. Vejo uma nuvem cinza-escuro fazendo sombra em minhas reflexões mais brandas e não sei se devo observá-la como um início das boas temporadas de chuva, um alarme falso do tempo ou como apenas uma tempestade passageira, dessas que chegam quando o calor se acentua insuportavelmente. Carrego incertezas quanto a origem da nuvem e se devo mesmo ter o trabalho de olhar para cima e notá-la ou se devo simplesmente ignorá-la, já que não foi eu quem a invoquei. Meu raciocínio amanheceu um tanto embaçado neste dia e isto me deixa meio fora do ar... Quero esclarecer meu pensamento, deixar tudo em ordem e esperar pacientemente pela melhor estação. Deixe-me acompanhada de minhas metáforas , livros e canções. Tenho a liberdade de fazer meu caminho, destruir meus perigos, persuadir meus medos, acordar meus sonhos. Sou capaz de enxergar a beleza do meu eu, de valorizar tudo o que posso fazer de bom e assim seguir cantando e respirando os novos ares que deverão encher meus pulmões de paz. 
Apesar de toda e qualquer nuvem negra, sei quem sou e no fundo, lá no íntimo do meu ser eu tenho a certeza de que posso dissipar qualquer elemento duvidoso que ouse pairar acima de mim. 




sábado, 24 de janeiro de 2015

Apaixonada por seu coração

Darcy dos olhos distantes, 
do sorriso enigmático,
à altura da própria elegância,
bondade sem alarme,
querido da minha alma!

Chegou de leve em meu coração
e nem tentou se sobressair.
Sorriu e virou para o lado,
olhou e desviou a mente,
amou sem ser estridente.

Vive em meus sonhos,
fere meu orgulho,
é desprovido do mesmo.
Seriedade que conquista,
voz que não deixa pista!

E eu, a pobre Elizabeth,
perdida em meus devaneios
sonho em estar ao seu lado,
compartilhar da natural elegância,
caminhar por bosques de amor,
sorrir aos ventos da emoção.

Não preciso de uma casa gigantesca,
mas de seu amor sincero e confiável.
A aparência de seu coração
quero contemplar
sem pressa de chegar em casa,
sem horário e nem lugar.

Por: Miriã Pinheiro


Poema inspirado na obra ''Orgulho e preconceito'' da Jane Austen, usando a protagonista Elizabeth como eu-lírico.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Resenha: A culpa é das estrelas

Título: A culpa é das estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 288


“Ás vezes as pessoas não tem noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem.”
 ''Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa  continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo      mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim    da vida da pessoa.''


O livro que vou falar nesta resenha já foi bastante lido, comentado e como muitos outros, também virou filme e eu confesso que não estava muito empolgada para lê-lo, mas fui impulsionada pela curiosidade e pelos comentários positivos que andei escutando por aí. Foi uma leitura bastante rápida, prazerosa e nada difícil. Acredito que este seja o tipo de livro que agrada quase todos os tipos de leitores, mesmo aqueles que não são muito voltados para o estilo, pelo fato de ser jovial e de fácil compreensão e deve ser exatamente por esse motivo que conseguiu conquistar o coração e o espaço na estante de muita gente de todas as idades. 

Não dá para dizer que a história contada é feliz, mas também não dá para afirmar que é totalmente triste e melancólica. Acredito que tenha um pouco de tudo e a própria frase do Markus Zusak na capa já diz muito: ''Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais.'' É basicamente isso mesmo! Você ri e chora, mas é mais provável que chore mais do que ria, porque a história é voltada para o amor entre dois adolescentes em estágio terminal de câncer e você já pode deduzir que isso não seja tão feliz assim.
Na minha opinião, não consigo dizer que este seja um livro incrível, mas sem sombra de dúvida é muito bom. No começo, se eu não fosse uma leitora decidida, teria desistido nos primeiros capítulos, pois demorei um pouquinho para me acostumar com a informalidade do John Green. No entanto, o excesso de informalidade está mais nos primeiros capítulos, depois a coisa acaba entrando nos eixos. Uma outra coisinha que me deixou com a pulga atrás da orelha foi o final do livro. Fiquei em dúvida se deveria deduzir uma ou outra coisa (com certeza não vou contar o final do livro aqui) e acabei ficando meio confusa. Parece que assim como em ''Uma aflição imperial'', obra inventada pelo autor que tanto foi falada no livro, ''A culpa é das estrelas'' acabou terminando sem um final palpável, pelo menos pela parte da Hazel. Nos demais aspectos, achei o livro bom e recomendo para as poucas pessoas que ainda não tiveram o privilégio de ler. Uma dica: prepare antes o psicológico, porque as emoções são um tanto intensas.

Por: Miriã Pinheiro


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Resenha: Orgulho e preconceito

''São poucas as pessoas de quem realmente gosto, e menos ainda as que tenho em bom conceito. Quanto mais observo do mundo, mais me decepciono; e cada dia que passa confirma minha crença na inconsistência do caráter humano e na pouca confiança que se deve ter nas aparências de mérito ou sensatez.''
(Jane Austen - Orgulho e preconceito) 


Título: Orgulho e preconceito
Autor: Jane Austen
Editora: L&PM pocket
Número de páginas: 392


É quase certo afirmar que a maioria das pessoas já leu esta frase citada no Facebook ou em alguma outra rede social. Esta frase belíssima e conhecida por muita gente foi retirada do livro ''Orgulho e preconceito'', considerado a obra-prima de Jane Austen e lido e relido por todas as gerações que seguiram a dela. Na introdução da edição que li, dizia que Jane escrevia como hobby para distrair seus sobrinhos e só depois acabou publicando e se lançando oficialmente como escritora. Jane faleceu muito cedo e permaneceu solteira por toda a vida. No início, não teve seu talento grandemente reconhecido, pois isso só aconteceu vários anos depois da sua morte. Seu primeiro livro publicado foi ''Razão e sentimento'' e depois seguiram-se vários outros, inclusive ''Orgulho e preconceito''. Terminei esses dias de ler este livro e foi com grande prazer que finalizei a leitura dele, pois realmente a leitura é muito prazerosa e possui capítulos curtos, o que é uma grande vantagem, pois interrupções contínuas não prejudicam o raciocínio do leitor. 
O livro narra a história do casal Bennet e suas cinco filhas na idade de conseguir um marido e adquirir sua independência, já que os pais eram pobres metidos a ricos, que ousavam em manter as aparências e em querer ''participar da sociedade'', mas na verdade, possuíam poucas condições financeiras. A mãe (sra Bennet), ansiosa em ver as filhas casadas, fica extremamente feliz e agitada com a chegada do jovem bonito e rico sr Bingley, que acaba se interessando reciprocamente por Jane, uma criatura doce e meiga e filha mais velha da família Bennet, tendo por volta de vinte e dois anos. Junto com o sr Bingley, chega o sr Darcy, melhor amigo de Bingley e ainda mais rico do que ele e que à primeira vista, aparenta ser um sujeito chato, mal-humorado e ligeiramente interessado em fazer críticas. Elizabeth, personagem principal da história e a penúltima filha, que tem por volta de vinte e um anos, acaba sentindo absurda antipatia pelo sr Darcy, devido sua aparência arrogante. Porém, com o passar do tempo e devido aos diversos acontecimentos que compõem o enredo da história o jogo acaba virando para Elizabeth e tudo acaba seguindo um rumo diferente ao que ela planejou e é nisso em que a história de baseia. Você provavelmente imagina que Elizabeth acaba se apaixonando por Darcy e sim, isso é praticamente óbvio.
Quanto a minha opinião, acredito que ela não fuja muito do que a maioria dos leitores deste livro pensam. O amor entre Elizabeth e Darcy e inocente e um pouco monótono, já que demora bastante para desenrolar e eu penso que seria mais interessante se houvesse um pouquinho mais de emoção entre o casal, mas esta é a minha opinião e não é só por causa disso que o livro perde um pouco do seu grandioso valor. A obra é belíssima e eu recomendo a todos os que ainda apreciam uma leitura coerente, bem humorada, crítica e acima de tudo de qualidade.

Lembrete: a história é baseada na época final do século XVIII para o século XIX e apesar do tempo em que foi escrita e baseada, possui linguagem acessível e bem tranquila, retratando a mulher e a sociedade do período com bastante fidelidade e ironia. 

Por: Miriã Pinheiro


Cacos de amor



''As pessoas possuem total direito de simplesmente não nos quererem. Não importa o quão bom sejamos ou o quão fortes e verdadeiros sejam nossos sentimentos. É sempre opção do outro não nos querer. A rejeição é uma merda, rasga o coração em 18 pedacinhos, mas a aceitação é necessária.''

Hoje, passeando pela internet, deparei-me com esta frase, que marcava o link que dava acesso a um blog que falava justamente sobre o tema incorporado à frase acima: amor não correspondido, ou sei lá, como você preferir chamar. Não sei se sou a melhor pessoa para me considerar uma adulta em estágio completo, mas sei que já passei um pouco da adolescência. Bem pouco, mas já passei! E como toda boa adolescente que se preze, eu também tive diversos amores não correspondidos, mas é claro, sempre tem aquele que marca mais nosso dolorido coração e eventualmente nos pegamos pensando nesse determinado individuo, seja ele homem ou mulher, depende de sua opção sexual, obviamente. É claro que, na maioria das vezes, quando pensamos nas pessoas com quem desperdiçamos nosso amor que dolorosamente não foi correspondido, pensamos nela olhando as demais vertentes da situação passada e não necessariamente lamentando o amor ou a falta dele. 
Na minha adolescência e acredito que na maioria das pessoas também, eu acreditava que gostando demais de uma pessoa, dedicando e demonstrando todo o meu afeto por ela, faria, automaticamente que ela, um dia, gostasse de mim com a mesma intensidade. Doeu bastante, o tempo passou, como sempre passa e eu finalmente aprendi que ninguém é obrigado a gostar de mim, da mesma forma que eu não sou nenhum pouco obrigada a gostar de ninguém. Quantas pessoas já foram descartadas da minha vida? Quantos rapazes eu avaliei como legais, inteligentes, mas nunca fui capaz de sentir uma mínima atração física sequer? Pois é, parando para refletir, cheguei a conclusão de que a lista é imensa! Da mesma forma, quantas vezes fui desprezada e rejeitada? Eu diria, para não exagerar, um milhão de vezes. E o que eu pude fazer com relação a isso? A resposta é dura, crua, gelada, mas é a única: absolutamente nada. Infelizmente, não pude obrigar, convencer, persuadir ou estimular ninguém a gostar de mim ou a sentir alguma atração pelo que sou. E foi lendo a frase citada acima do blog Deu ruim, que minhas conclusões se tornaram ainda mais firmes e bem-sucedidas. Ser rejeitado não é gostoso, emocionante, prazeroso e nem sempre deixa boas lembranças, mas a aceitação é necessária e não há meios de fugir dela. De um jeito ou de outro, você precisa acabar entendendo que todo ser humano é livre e felizmente, ninguém pode ser obrigado a ter sentimentos do qual se sinta incapaz de sentir. No começo, aceitar uma rejeição não é nada fácil. Você vai querer sair correndo, não ver a cara de ninguém por um bom tempo, isolar-se do mundo (e isso nem sempre é ruim), além de outras reações necessárias e comuns para a situação, mas um belo dia você vai acordar e vai perceber que finalmente aceitou e entendeu que nem o seu poder, nem o de ninguém é suficiente para obrigar um ser humano a sentir algo por você ou por qualquer outra pessoa. E não adianta chorar, ajoelhar e pedir para Deus colocar um sentimento no coração do individuo. Deus respeita a privacidade e o direito de escolha de cada um e não vai ser por suas lágrimas que Ele vai voltar atrás com Suas palavras. 

Por: Miriã Pinheiro





domingo, 11 de janeiro de 2015

Chuva de janeiro

Janeiro, eu queria que chovesse!
Gostaria de vê-lo derramando em nosso solo
as nobres gotas azuladas típicas deste mês.
Precisamos deste refresco para a terra e o coração,
que permanece sedento do que a natureza oferece.

Janeiro, jamais se esqueça de chover,
jamais se esqueça de você...
jamais se esqueça deste solo
que anseia por suas lágrimas.

Quero que janeiro seja janeiro
e que o frescor da água refresque a alma...
a alma do mundo que secas lágrimas 
derrama todos os dias.

Cansamos de lágrimas de tristeza,
doenças, acidentes, depressão e síndromes.
Queremos, agora, nos inundar com as doces lágrimas
da longa chuva de janeiro!

Por: Miriã Pinheiro



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Tag Liebster Award

Olá, é com muito prazer que menciono que fui convidada pela primeira vez a participar do Liebster Award, que consiste em ajudar blogs pequenos com menos de 200 seguidores. 
Fui chamada pelo blogueiro André, do blog Kings of Disco. Agradeço-lhe muito, André!


Regras:

1- Escrever 11 fatos sobre você;
2- Responder as perguntas de quem te indicou;
3-Indicar 11 blogs com menos de 200 seguidores;
4- Fazer 11 perguntas para quem você indicou;
5- Colocar uma imagem do selo Liebster;
6- Linkar de volta quem o indicou.

11 fatos sobre mim:

1- Sou professora de língua portuguesa;
2- Sonho em poder fazer diversas viagens interessantes;
3- Minha cor preferida é vermelho;
4- Leite é minha bebida preferida;
5- Sou fascinada por novelas e romances de época;
6- Gostaria muito de ter nascido na época medieval, apesar de entender as dificuldades;
7- Queria ter o cabelo liso;
8- Ainda pretendo fazer pós-graduações relacionadas à literatura;
9- Gosto de ficar em silêncio;
10- Ódio é um sentimento bastante distante para mim;
11- Adoro verduras;

Respondendo as perguntas do André, do blog King of Disco:

1- Quanto tempo de blog?


Tenho este blog desde 2011, no entanto, ele já teve diversos nomes e chegou a ficar bastante tempo parado. No início ele era usado como uma espécie de diário. Tornou-se um ''blog de verdade'' em 2013.

2- O porquê do nome do blog?


No geral, poemas é o tipo de texto que mais prevalece no meu blog e também o tipo de texto que mais gosto de escrever, discutir, analisar etc. Sempre gostei muito de escrever. E quando digo escrever, estou falando de caneta e papel, por isso, escolhi o nome ''Papel e Poesia''.

3- Qual seu filme favorito?


Sinceramente, não sou muito ligada a filmes. No geral, gosto de filmes de drama, que transmitam alguma lição de vida. Não sei dizer se tem algum que seja meu favorito.

4- Algum livro já marcou sua vida? Qual?


Muitos livros marcaram minha vida, mas o meu favorito é ''O morro dos ventos uivantes''. Gosto da história, por ser nada convencional, da época e do lugar retratado e realmente, é uma obra que me toca profundamente.

5- Se fosse possível, qual personagem de filmes/livros/desenhos você gostaria de conhecer/


Gostaria de conhecer o casal Sofia e Ian da série ''Perdida'' da Carina Rissi. Bom humor e diversão é tudo!

6- Estilo de música favorito?


Gosto de escutar mpb e músicas românticas, mas o bom e velho rock sempre vai ser o meu estilo favorito.

7- Cite uma frase de música/filme/livro que você gosta.


''São poucas as pessoas de quem realmente gosto, e menos ainda as que tenho em bom conceito. Quanto mais observo do mundo, mais me decepciono; e cada dia que passa confirma minha crença na inconsistência do caráter humano e na pouca confiança que se deve ter nas aparências de mérito ou sensatez'' (Jane Austen - Orgulho e preconceito)

8 - Viagem dos sonhos.

Europa, sem dúvida.

9- Passatempo favorito.

Leitura.

10- O que mais gosta de ganhar de presente?

Gosto daquilo que é dado de coração.

11- Uma meta para 2015.

Dedicar-me mais em tudo o que for necessário e fazer de tudo para me sentir bem comigo mesma.

Blogs que indico para participar:



Minhas perguntas para os blogs que indiquei:

1- Quanto tempo de blog?
2- O porquê do nome do blog.
3- Além de ser blogueira(o), qual sua outra profissão?
4- Um livro que marcou sua vida.
5- Um assunto que você não gosta de falar.
6- O filme mais ruim que você já assistiu.
7- Qual é o seu horário preferido de usar o blog?
8- Diga um blog que admira.
9- Uma frase de livro/música/filme que você goste.
10- Estilo de música favorito.
11- Uma meta para 2015.




segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Resenha: Encontrada: À espera dos felizes para sempre

Título: Encontrada: À espera dos felizes para sempre
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Número de páginas: 476

Olá, tudo bem com vocês? Tenho andado meio sumida esses dias e sei que não tenho postado com tanta frequência. Estou de férias e estou aproveitando para fazer leituras, dormir bastante, descansar etc e confesso que ando fugindo um pouquinho de fazer esforços físicos. Mas mesmo que a frequência tenha diminuído um pouco, estou sempre por aqui e sempre que possível haverá alguma postagem nova. 
Antes de ontem terminei de ler mais um livro: Encontrada: À espera dos felizes para sempre. ''Encontrada'' é a continuação de ''Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo'' (clique aqui para ler a resenha de Perdida) que conta a história de Sofia, uma garota que após comprar um celular meio esquisito acaba tropeçando e indo parar no século XIX e é lá que encontra Ian Clarke, o amor de sua vida. ''Encontrada'' começa com as vésperas do casamento de Sofia e é a partir dele que é narrado em primeira pessoa pela própria Sofia (assim como ''Perdida'') os acontecimentos que se seguem na busca dos ''felizes para sempre''. O livro é bastante longo e não dá para lê-lo da noite para o dia, é necessário tempo. No entanto, a escrita da Carina Rissi, assim como a história de ambos os livros, são bem divertidas e prendem bastante o leitor, por ser uma trama repleta de acontecimentos engraçados e surpreendentes. Porém, a minha opinião não é muito diferente da maioria dos leitores dessa série, pois eu acho que ''Perdida'' acabou sendo um pouco mais interessante do que ''Encontrada'', mas isso não quer dizer que o livro seja ruim, muito pelo contrário. Acredito que Carina escolheu uma época maravilhosa para desenvolver o enredo de sua história e ainda fez com que descobríssemos muitos detalhes importantes e curiosidades daquele século. Algumas fontes, inclusive a própria Carina Rissi afirmou em suas redes sociais que ainda este ano será lançado o terceiro livro da série, o qual será narrado pelo ponto de vista de Ian Clarke. Eu, pessoalmente, não sou muito a favor de trilogias ou séries, mas não deixo de pensar de que essa história realmente merece continuação, principalmente por possuir personagens alegres e cativantes.

P.S: Alguns sites e blogs afirmaram que ''Perdida'' é uma série com seis livros e não uma trilogia como eu e outras pessoas chegamos a acreditar!

Por: Miriã Pinheiro






terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Feliz você novo!

Para mim, ano novo não é vida nova!
Vida nova é atitude nova,
sonho novo, 
vontade nova
e tudo isso não tem nada a ver com o ano.

Você escolhe seu ano novo...
e ninguém discordará se você disser
que o seu é em 30 de agosto.
O ano é só um ano,
mas você é bem mais do que pensa!

Fogos de artifício não são batimentos cardíacos,
gente rindo ou falando alto
nem sempre é sinônimo de amizade.

O branco é só mais uma cor,
mas você é muito mais do que isso...
O que você é de verdade,
depois que os fogos se calam
é o que determina seu caminho.

E que seu caminho tenha flores:
violetas, azuis ou sem cor.
Que o ano não seja assim tão novo,
mas que você seja novo...
E que você brilhe!
E que o ano novo comemore
o renascimento daquele que hoje é um ser humano diferente.

Por: Miriã Pinheiro




terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Desato o laço do teu amor

Por que me encurralas-te
nos labirintos de teus lábios finos
que derramam mel sobre minha vida?

Por que escolhestes a mim
para enlaçar nestes teus braços
saciadores de desejos?

Pra quê essa beleza cigana?
Tira-me de perto de ti,
não posso mais absorver 
seu cheiro de madeira,
seu olhar de farol,
seu beijo sem maneira.

Não quero mais teu abraço,
nem o som da sua voz amada.
Não quero o nó do laço
do amor que me amarraste aos teus pés...

Oh! Não quero palavras, nem beijos,
nem olhares comoventes,
nem a brancura dos teus dentes.
Larga-me e deixa-me tentar desprender
desse teu amor de eterno querer.

Por: Miriã Pinheiro




Resenha: Noite na taverna e Macário

Informações técnicas:


Título: Noite na taverna e Macário
Autor: Álvares de Azevedo
Editora: Martin Claret
Páginas: 146



Acabo de terminar mais um livro: Noite na taverna e Macário.O livro é bem curtinho e dois dias foram o suficiente para terminar a leitura. Álvares de Azevedo é um dos meus escritores favoritos, mas para entender um pouco sobre suas obras, são necessárias algumas informações sobre sua vida e principalmente do movimento literário a que ele pertence: Romantismo. 

O Romantismo é um movimento literário, que assim como todos os outros, surgiu primeiro na Europa e chegou no Brasil no ano de 1836 com a obra ''Suspiros poéticos e saudades'' do escritor Gonçalves Magalhães. Esse movimento durou por volta de 45 anos e foi divido em 3 gerações: 
1ª Geração Nacionalista/Indianista
2ª Geração Ultrarromantica/mal-do-século ou byroniana
3ª Geração Engajada ou Condoreira.

Álvares de Azevedo está situado na segunda geração e foi o principal escritor deste período. Ele faleceu muito cedo, com apenas 20 anos de idade, devido uma queda de cavalo que causou complicações em sua saúde. O falecimento deste escritor se deu no ano de 1852 e todas as suas obras, cartas, discursos, poesias, teatro, só foram publicadas após a sua morte. Toda a sua obra foi escrita em apenas 4 anos. 
A segunda geração romântica era composta por escritores que tentavam reproduzir a conduta do poeta europeu Lord Byron aqui no Brasil, ou seja, alguns dos objetivos eram retratar a morte, levar uma vida boêmia e falecer precocemente. Em outra oportunidade, escreverei sobre Lord Byron, sua vida também foi muito interessante e foi um grande escritor romântico e é por causa dele que essa segunda geração leva o nome de mal-do-século (por causa desses escritores que queriam imitar a conduta do poeta europeu) ou byronismo (o nome é derivado do sobrenome do poeta em questão: Byron). Esta época era repleta de trevas, a morte era vista como uma musa desejada, havia muito amor não correspondido, mulheres ao mesmo tempo inalcançáveis e fáceis, brigas, excesso de bebida alcoólica, incesto (relação sexual entre familiares), satanismo e até necrofilia.  
A obra principal de Álvares de Azevedo é chamada de Lira dos vinte anos e se trata de uma obra poética, mas a que vamos falar hoje é escrita em prosa.
Ler essa obra me fez muito bem e tive ainda mais certeza do talento que possuía Álvares de Azevedo. A obra é muito bem escrita e elaborada e apesar da linguagem da época, é facilmente compreensível, acredito que seja por causa das emoções. O livro é tão bem narrado e organizado que as palavras parecem serem sempre as melhores combinações. O livro é repleto de epígrafes (coisa que eu adoro) e é bem típico de Álvares citar muitos nomes de autores, pintores, filósofos que foram intelectuais daquela época ou de outras mais antigas. Algumas frases contidas na obra me causaram grande impacto. A obra toda é escrita por sentimentos vivos, embora assombrosos, mas que não deixam de ser ligeiramente interessantes. 
Noite na taverna é a história de alguns amigos bêbados, que resolvem contar ''histórias'' assombrosas de suas vidas, que ninguém sabe dizer ao certo se estas são mesmo realidade ou mera ficção. As histórias são narradas em formas de contos curtos que levam o nome de quem vai narrá-las. O meu conto preferido foi o de Gennaro! Não há como resumi-los pelo fato de serem curtos, mas é uma obra que realmente vale a pena ser lida. 
E por último, mas não menos importante, o conto Macário conta a história de um jovem estudante que conhece pessoalmente o Diabo e mantém um diálogo com ele. O estilo é idêntico ao da obra anterior e é tão fácil de ler quanto. A obra lançada pela editora Martin Claret é excelente e possui uma clara explicação para todos os nomes citados que não são assim tão conhecidos para algumas pessoas e no final possui algumas perguntas de vestibular sobre as obras apresentadas.


Epígrafe página 25:
''But why should I for others groon
When none will sigh from me?''

(Childe Harold,I)

Tradução:

Mas por que eu deveria suspirar por outros
Quando ninguém suspira por mim?

Por: Miriã Pinheiro

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Resenha: A menina que roubava livros

Informações técnicas

Título: A menina que roubava livros
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 382

Resumo do livro

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal.


Foi com muito prazer que terminei hoje de ler ''A menina que roubava livros''. Esse livro é encantador e repleto de personagens envolventes, que nos conquistam do começo ao fim da história. Liesel Meminger é uma garota extraordinária, inundada por uma inocência infantil e tomada por um afeto que só as crianças são capazes de sentir. Adotada por Rosa (a mulher em formato de armário) e Hans (o homem dos olhos de prata, acordeonista, apaixonado por cigarros e pintor), Liesel passou a viver em Molching e é ali que a história se passa. O que é mais interessante é a narradora. A história é toda narrada pela própria morte, mostrando seu ponto de vista sobre os seres humanos e retratando a maneira como se sente em relação a eles e como é a sua ''forma de trabalho''. 
A leitura é um pouquinho longa, não é um livro que dá para ler em pouquíssimo tempo, mas devo dizer que a história é muito bem escrita e de fácil compreensão, o que torna a leitura ainda mais prazerosa. Algumas palavras alemãs, são sempre explicadas no decorrer do livro e sempre há pequenas frases que são usadas para explicar algo que foi dito, esclarecer alguma afirmação ou descrever uma personagem ou alguma situação de uma maneira menos descomplicada. Cada página é um prazer. Acredito que esse seja um livro que possa ser lido por qualquer pessoa, de qualquer faixa etária, pois a linguagem é acessível e o tema é interessante em todas as ocasiões, por possuir enorme importância histórica. 
É um livro que muitas pessoas já leram, mas eu acredito que o li no momento certo! O autor, realmente soube como escrevê-lo e elaborou perfeitamente suas personagens e a escolha da narradora, com certeza, foi algo inovador.
Recomendo, a leitura dessa crítica literária antes ou durante a leitura do livro, pois está muito bem escrita: http://www.overtice.com.br/critica-literaria-a-menina-que-roubava-livros-markus-zusak/

''Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei - do que os humanos são capazes.''

(A menina que roubava livros)
Por: Miriã Pinheiro
 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Poetinha do amor

Apaixonei-me por Vinicius quando ainda era criança e lia alguns de seus poemas no livro didático da escola. A paixão por Vinicius veio sem avisar: invadiu o meu peito e tomou conta dos meus sentimentos. Na verdade, lembro-me exatamente do dia em que o conheci. Era começo de fevereiro, o céu estava nublado e havia chovido muito pela manhã, o tempo daquele mês ainda trazia consigo um restinho da chuvarada do mês anterior. Era o típico dia que me atrai: clima europeu, ar limpo de chuva enchendo meus pulmões ainda meio infantis, o livro didático nas mãos e a Rosa de  Hiroxima passou pela primeira vez diante dos meus olhos. Pela idade, não entendia muito bem essa história de Hiroxima, mas uma coisa eu sempre soube: poema nem sempre se entende, poema se sente. E eu senti em minhas mãos de dedos brancos e compridos a rosa de Hiroxima, vi com meus próprios olhos as crianças mudas telepáticas e o amor por Vinicius explodiu em meu peito como uma bomba de guerra. Durante minha adolescência e até os dias de hoje, quando penso em Vinicius, já logo penso na delícia do Soneto de fidelidade e saboreio cada palavra e absorvo o mel e o cheiro de flores raras que exalam delas e torço para que esse prazer que só Vinicius proporciona não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure... e eu quero que dure para sempre, assim como Vinicius deveria ter durado para sempre! O amor aumentou e se instalou bravamente em meu ser quando conheci o Soneto de contrição e eu nunca consegui entender como poderia existir ou ter existido pessoas tão leves a ponto de conseguirem tocar nossa alma; nossa sensível, carente e incomparável alma e foi dessa maneira que eu cresci e sonhei em um dia poder tocar almas, assim como Vinicius tocou e toca a minha cada vez que o leio. Inundada em palavras doces, sempre adequadas, acabo querendo ser a garota de Ipanema e fazer da minha vida a aquarela feita por Vinicius e Toquinho. Amo infinitos poetas, mas um poetinha conseguiu tocar minha alma com seus sonetos de sensibilidade e seus versos sublimes desde a infância e eu nunca esquecerei do amor que ele me fez sentir. Ler Vinicius é amar!  

Por: Miriã Pinheiro


Soneto de Contrição

Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.

Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.

Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma…

E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.

(Vinicius de Moraes)


Os 10 melhores poemas de Vinicius de Moraes

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sem significado

Há na minha mente um dicionário sem significados.
Há uma escuridão de taverna dentro do meu peito.
Não sei se cresci ou sou criança,
mas sei que posso escolher quantos anos quero ter.

Por entre medos e alegrias
sigo como uma borboleta
que voa só pelo prazer de voar
sem almejar felicidades ou pesares.
Só voar já basta!
Só sentir já basta!

Não quero explicar minha vida,
traduzir minha alma,
nem buscar significado
para o dicionário incompleto da minha mente.

Seguir em frente é suficiente.
Bater as asas e não olhar para trás
faz mais o meu tipo do que tentar entender.
Voo como uma criança que brinca,
vivo como um pássaro que canta.
Existo como uma pena a flutuar na imensidão.

Por: Miriã Pinheiro

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Meu inocente coração



Naqueles dias em que a vida me dá um choque da realidade triste e lamentável da existência que temos como seres humanos, acabo sempre numa reflexão sobre a preciosidade da fase da infância. Começo imediatamente a sentir falta da época em que eu achava que a morte não existia na vida real, apenas em filmes, novelas e nos livros de romance que eu sempre gostei de ler. Frequentemente me lembro da reação que eu tinha quando escutava as notícias ruins do telejornal. Achava que tudo aquilo só existia em cidades grandes e que aqui no interior tudo seria sempre mil maravilhas e todos viveriam felizes e livres de perigo eternamente. Recordo-me do quanto gostava de fantasiar como seria minha adolescência e vida adulta. Eu imaginaria que cresceria e me transformaria em uma mulher linda, loira, independente, magra e feliz assim como a Barbie. Eu poderia jurar que um dia encontraria um príncipe encantado loiro de olhos azuis, rico, compreensivo e que me amaria eternamente. E eu teria dois filhos: um menino e uma menina, muito lindos, educados e obedientes. E eu seria cantora ou dançarina, já que estava muito bem adiantada nas minhas turnês pelo banheiro e quarto. E tudo sempre daria certo, nada daria errado e não haveria motivos para existir tristeza. A vida seria um eterno sorrir debaixo da chuva de janeiro, brincando de achar que a enxurrada era o maior oceano da face da Terra. O mundo seria para sempre rosa e meu príncipe seria uma estrela do rock.
Quando eu era pequena, achava que se eu me jogasse de um prédio seria impossível morrer. Achava que havia cura para todas as doenças e eu sempre poderia fazer qualquer coisa, nada seria inatingível, tudo poderia ser meu. Mas a vida, essa garota mal-educada, tira da gente nosso mais precioso sorriso ingênuo e troca pela malícia insaciável das pessoas grandes. Um dia, acordei e aprendi que todas as pessoas morrem, inclusive eu, um dia, morreria também. Entendi o quanto vivemos em uma condição limitada e absurdamente humana, a ponto de ser considerada ''desumana''. Notei que a maioria das notícias dos telejornais eram verídicas e que esses acontecimentos não gostavam muito de escolher um lugar para acontecer, mas sim preferiam acontecer em qualquer lugar que lhe dessem na telha. Tive que aceitar que o mundo nunca me pertenceria e eu nunca poderia conquistar tudo o que quisesse e seria impossível caminhar pelo arco-íris. Minha adolescência e vida adulta seria repleta de problemas, os quais somente eu teria que resolver. Minha vida não seria sempre mil maravilhas, meu príncipe encantado não seria perfeito e minha família não seria como a dos comerciais de margarina. Meu sorriso nem sempre seria sincero e a dor viria, vez ou outra, fazer uma visita neste simples coração alimentado de alegrias.

Por: Miriã Pinheiro






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Atração

Minha boca pede
para docemente se encaixar na sua.
Meus olhos focalizam
o brilho negro desse seu olhar profundo.

Anseio em deixar vermelho
com meus apaixonados beijos
seu pescoço de pele branca,
que me embriaga somente com o frescor do cheiro.

Quero tocar forte suas mãos
e quero que elas passeiem em mim
em gestos misturados com carinho e paixão.
E me deixe enroscar em seus cabelos
os meus dedos apaixonados.

Essa atração me deixa louca,
querendo sugar com os lábios
sua linda boca.
Chegue mais para perto
e realize meu sonho de te ter por completo.

Por: Miriã Pinheiro




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Poema do recado clichê

Não deixe que toque no seu cabelo
quem elogia outros por aí. 
Não compartilhe seus sonhos
com quem um dia esmagará os seus. 
Não use um anel com o nome 
de quem não sabe o significado de uma aliança. 
Não cheire o pescoço 
de quem não dá valor ao seu perfume.
Não exponha sua alma 
a quem só se importa com o corpo. 
Não fale de canções 
com quem só diz mentiras. 
Não divida o edredom 
com quem só divide desilusão. 
Não diga poesia
a quem só diz decepção. 
Não fale de flores
com quem só fala de dor. 
Não perca a hora 
com quem te faz perder tempo. 
Não perca o dia, 
com quem te faz perder o sono.
Não perca o sono
por quem não perde nada por você. 
Deixe que a ansiedade juvenil vá embora 
e se entregue a quem merece. 
Compartilhe vida 
só com quem merece participar da sua. 
O poema é em versos brancos, simples e clichê,
não há métrica ou estrofes...
No entanto, a mensagem foi dada:
só dê espaço ao que se merece viver!

Por: Miriã Pinheiro

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Manhã nublada

Manhã nublada,
ar estrangeiro.
Paris é aqui, 
quando o sol dá uma parada.

Manhã nublada,
preguiça que aconchega.
Dose de sossego,
clima de sonho.

A canção fica mais bela,
o coração fica mais leve,
a vida corre bem
e o cansaço, a gente releva.

Quando a manhã está nublada,
há um charme no universo,
há uma calma alegria em viver
sem precisar tentar entender.

Por: Miriã Pinheiro

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Vou vivendo

Vou vivendo como quem não tem certezas...
Minha alma pede paz,
meus olhos pedem belezas.

Cada lágrima é um diamante
que escorreu por minha face branca
de uma terna estudante.

Meu cansaço atormenta!
Quero aliviar a despensa do peito,
que a ansiedade alimenta.

Deixe que corram os minutos!
Só quero viver sonhos bonitos e eternos,
repletos de sorrisos absolutos. 

Por: Miriã Pinheiro