terça-feira, 12 de agosto de 2014

Conclusão de um dia qualquer

Tem dias que dá vontade de enfiar a cabeça debaixo da terra e permanecer ali, sem precisar olhar para as chatices que nos deparamos no decorrer do dia, sem precisar dever explicações para um punhado de gente que não te ajuda em nada. Há determinados dias em que nada parece fazer sentido e tudo aparenta ter uma pitada de erro. Existem momentos em que a dúvida bate à nossa porta, deixando-nos confusos, com a vista embaralhada e um tanto tristonhos por não saber qual a melhor decisão a se tomar diante de alguma situação desagradável.
Todo mundo já deve ter tido aqueles dias em que vinte e quatro horas parece ser muito pouco tempo para fazer tudo o que tem para ser feito, mas ao mesmo tempo parece ser muito tempo para aturar os diversos tipos e gravidades de dores de cabeça que surgem a cada minuto.
As vezes dá vontade de fugir, esconder-se dos compromissos que causam desespero e ansiedade. Correr, quem sabe, para bem longe de pessoas grosseiras, sem educação e aproveitadoras. 
Bom seria se todo mundo aprendesse a tratar o próximo da mesma maneira que gostaria de ser tratado. É muito fácil exigir respeito sem nunca na vida ter dado isso. O difícil é respeitar, aturar, relevar e sorrir para depois querer e poder exigir qualquer coisa de outrem. Ofensas, mesmo que algumas pareçam e talvez até sejam, no nosso ponto de vista, insignificantes, podem ser a origem das maiores dores e dificuldades dos seres humanos. 
A questão é que viver não é um tarefa assim tão fácil! Enfrentar o dia, concluir um trabalho e atingir um objetivo nem sempre é um mar de rosas. Infelizmente, não é sempre que estaremos cercados de pessoas de boa vontade e transbordantes de energias positivas, mas é sempre que podemos lutar da melhor forma que somos capazes, agradecer pelos resultados e deixar que a vida nos coloque no lugar adequado ao nosso esforço.
Por: Miriã Pinheiro

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