segunda-feira, 26 de maio de 2014

Professor eventual

 Eventual: acontecimento ou ''evento'' que ocorre de repente e com pouca frequência, ou seja, o professor eventual é um professor que algumas vezes dá as caras na sua sala de aula, geralmente quando um professor fixo falta. Supostamente cheios de conhecimentos, assim como todos os outros professores, o professor eventual possui um diploma, total domínio da matéria que é licenciado e sim, na maioria das vezes, ele é um excelente profissional, só que por não ser o professor efetivo de uma(s) determinada(s) sala, acaba fazendo um trabalho''menos focado''. Isso não acontece por falta de vontade do docente, mas sim porque isso é tudo o que ele é capaz de fazer perante alunos desinteressados e desrespeitosos (alguns). 
Eu não diria todos, mas a maioria dos alunos não respeitam o professor eventual por acreditarem que o mesmo é ''burro'', não sabe a matéria (e dependendo de qual for ele não sabe mesmo) e não possui a mesma autoridade do professor efetivo. Esse julgamento acontece, muitas vezes, até por falta de conhecimento do educando diante da profissão ''professor'', no entanto, é algo extremamente deprimente e desagradável para o substituto.
O professor eventual está nesta carreira porque não conseguiu ser aprovado no concurso ou está aguardando a chamada deste, ainda está concluindo seu curso superior e esta é uma forma de inserir-se no ramo docente ou simplesmente ele escolheu essa maneira de trabalho ''porque quis'' e gosta de estar a cada dia em uma sala diferente, além de estar ciente de que o eventual possui um pouquinho menos de responsabilidade do que o efetivo, que possui ''papeladas'' para fazer durante todo o ano letivo.
O problema da desvalorização, no entanto, abrange todo e qualquer tipo de professor, não importando nenhum pouco a sua ''categoria'', aliás, dividir professor por ''categoria'' já causa uma má impressão, mas não que eu tenha em mente uma solução para este suspeito ''nomear''. A questão é que por algum motivo, a função de professor foi se perdendo no tempo, chegando até os dias de hoje como uma espécie de ''babá''. Quando que o mundo vai entender que as crianças precisam vir educadas de suas casas? Educar o filho dos outros está suprimindo nossa verdadeira obrigação, que é a de ''construir conhecimentos''. Por isso nos deparamos muito com professores cansados, reclamadores e chatos, eles sabem, no fundo de suas almas, que não estudou exatamente para isso que está tendo de lidar.
A única conclusão que consigo expressar diante de tudo isso é que ''professor é professor'', não importando sua categoria ou se é eventual ou efetivo, afinal, o respeito é algo que damos a todos sem olhar a quem. Porém, temos a prova de que é impossível se dar uma coisa que não se possui. Há casos em que a falta de respeito existe devido a grande sucessão de erros  que ocorrem dentro de casa, na escola e na sociedade em geral. Talvez seria ligeiramente injusto culpar um grupo e defender outro, sendo que deveríamos trabalhar em conjunto e ter um só objetivo em prol da nação: a educação de qualidade. Mas isso nunca existirá se cada um não for capaz de cumprir com sua parte ao invés de descarregá-la nas costas de outrem que mal dá conta de si próprio.
Tenho mantido cravado em minha mente que de nada adiantaria termos escolas maravilhosas espalhadas por todo o Brasil, com confortáveis poltronas, tablets, lousas digital, ar condicionado, apostilas incríveis e um salário gratificante para todos os profissionais da educação, enquanto as pessoas saírem mal ou ''nada educadas'' de seus lares, a educação continuará a ser falida.
Por: Miriã Pinheiro

terça-feira, 6 de maio de 2014

Releitura do poema ''Instantes'' de Nadine Stair

Momentos
Se eu pudesse viver novamente os meus dias já passados, trataria de acordar mais cedo.
Não exigiria que tudo fosse do meu jeito, relevaria mais.
Daria mais risada do que já tenho dado ultimamente, levaria menos a sério as ofensas.
Seria menos realista.
Sentiria menos medo, aprenderia a nadar, contemplaria mais as luas cheias, subiria morros e desceria barrancos.
Iria a todos os lugares que quero ir, tomaria sorvete no inverno e consideraria todos os problemas como sendo apenas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu ansiosa e preocupada cada minuto da sua vida.
Claro que tive momentos somente de paz.
Mas, se pudesse voltar a viver trataria de ter só bons momentos.
Porque é disso que a vida é feita: de momentos que marcam um século.
Eu era um desses que sempre tive vergonha de dançar, de ir sozinha aos lugares e falar com as estrelas.
Se voltasse a viver, viveria mais calmamente.
Se eu pudesse voltar a viver, aproveitaria os dias ao invés de torcer para passarem cada vez mais rápido.
Sentaria mais no chão com as crianças sem medo de sujar a roupa.
Brincaria mais com o cachorro e ficaria menos na internet.
Mas, já viram, sou um ser capitalista e estou preocupada demais em continuar ganhando dinheiro.
Por: Miriã Pinheiro

quinta-feira, 1 de maio de 2014

5 maneiras muito erradas de se escrever ''com certeza''

Atualmente, com o grande avanço tecnológico e o crescente número de redes sociais que surgem a cada dia no mundo, as pessoas passaram a escrever cada vez mais de forma errada. Não estou me referindo as abreviações, que possuem a função de facilitar a comunicação na internet, mas sim das palavras que são escritas totalmente erradas, geralmente por falta de conhecimento ou até mesmo pela questão da fonética, já que somos induzidos a escrever da maneira que nos expressamos oralmente.
Dentre as palavras que mais são escritas de maneira errada na internet, a expressão ''com certeza'', deveria ocupar o primeiro lugar no ranking. 
''Com certeza'', por mais que falemos rápida e unificadamente, as duas palavras (sim, são duas palavras!) devem ser escritas separadamente. Até porque ambas terminam com consoante e seria impossível unificá-las. Por isso, selecionei as cinco maneiras erradas de escrever ''com certeza'', e não tenho dúvida de que todos já se depararam alguma vez com essas visões.
1- comcerteza
Acontece quando a pessoa simplesmente une as duas palavras. Estaria certo se estivessem separadas uma da outra. Mas infelizmente, muita gente escreve assim.  
2- conserteza
 Essa forma é a mais usada e a mais vista na internet. Muitas pessoas, até mesmo estudadas, escrevem-na de maneira tão natural como se fosse tomar água.
3- concerteza
É quase igual a maneira anterior, mas ao invés daquele ''s'' absurdo, coloca-se o ''c'' da própria palavra certa. Se trata também de uma maneira muito usada. Infelizmente.
4- concertesa
 É também uma maneira não menos horrorosa que as demais. A única diferença da anterior é o uso do ''s'' no lugar do ''z'' na última sílaba.
5- consertesa
Finalmente, a última e pior maneira, que por incrível que pareça também é usada e abusada por aí. E o mais horrível, é saber que essas formas de escrita já saíram da internet e já se acomodaram nos cadernos e redações de estudantes, vestibulandos etc.
Bom, esses exemplos devem ser entendidos como dicas para uma escrita correta, sem os vícios errôneos e as junções de palavras comuns na internet. Lembrando, que usar abreviações na vida virtual é algo comum, facilitador e direto, no entanto, erros gritantes já são outros quinhentos.
Por: Miriã Pinheiro

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Mania

Todo mundo já deve ter ouvido o famoso ditado: ''cada louco com a sua mania''. E realmente, é mais ou menos isso o que acontece conosco. Somos todos loucos, não necessariamente com problemas mentais, mas loucos por sermos seres humanos defeituosos, complicados, etc. E não basta sermos loucos, também temos nossas manias. E cada louco que encontre a sua!
A louca que vos fala, desde criança, sempre foi apaixonada pelas palavras e pela escrita. Na minha opinião, a boa escrita é a habilidade mais bela de todas. As vezes pego um texto na mão e fico observando sua estética, suas figuras de linguagem, seus parágrafos, suas vírgulas, seus pontos, pelo simples prazer de contemplar uma escrita de categoria ou pelo menos aceitável.
No entanto, a escrita não poderia existir se não houvesse a leitura. A leitura é a base da vida e da sabedoria. Não digo que só se encontra a sabedoria em livros, mas também, não dá para aprender sem usá-los em algum momento. 
Para mim, a leitura de um livro já começa na capa. Deve ser por isso que eu sempre tive fascinação por bibliotecas, livrarias e livros velhos de capa dura. Acredito que dentro deles estão depositados milhares de mistérios, segredos, curiosidades. A curiosidade, quando bem usada, é também uma fonte inesgotável de sabedoria e descobertas. Não é atoa que os maiores inventos surgiram da curiosidade e os maiores e mais renomados inventores não passam de meros curiosos desse nosso mundão.
Acredito também, que as coisas boas da vida estão unificadas ao sabor dos mistérios. Um bom livro de ficção, por mais absurda que seja sua história, sempre nos dará a sensação de ''e se isso fosse verdade?'' ou melhor ''e quem me garante se isso não é mesmo verdade?''.
Por: Miriã Pinheiro

sábado, 26 de abril de 2014

5 filmes marcantes

Resolvi fazer uma lista de cinco filmes bastante marcantes na minha opinião. É claro que eu os adoro e tenho certeza que muita gente também gosta ou passará a gostar após assistir. São filmes simples, mas com um enredo especial, bem elaborado e com bastante significado.
Segue a lista:
1- O morro dos ventos uivantes
É óbvio que se eu for falar de filmes ou livros, o clássico Wuthering heights sempre vai estar na ponta da língua, devido a sua história marcante e suas complexas personagens. O livro é infinitamente melhor, mas o filme, embora bem mais resumido, também não deixa a desejar, pois retrata os acontecimentos principais com enorme fidelidade. 
Este filme está disponível em várias versões. Em 1939 se deu a primeira, que assim como o livro, tornou-se um clássico. Em seguida veio a de 1970, a de 1992, que foi a que eu assisti e a de 1998. Dizem existir outras adaptações para essa obra, mas que não fizeram muito sucesso e nem possuem comentários a respeito. 
2-Sociedade dos poetas mortos
Tudo começou quando uma escola de sistema tradicional recebe um novo professor de Literatura, que passa a influenciar os alunos a pensarem por si próprios, seguirem suas paixões e transformarem sua vida em algo extraordinário, despertando-lhes o interesse pela poesia. O professor irá apresentar-lhes a Sociedade dos poetas mortos, que com certeza ganhará muitos seguidores.
3-O estudante
Este filme conta a história de um homem de setenta anos que começa a fazer uma faculdade de Literatura, deparando-se com o mundo dos jovens atuais. Mas, com sua experiência e carisma, conquista muitos amigos, ajuda-os, ensina-os e em muitos momentos também receberá ajuda. O clássico ''Dom quixote'' é usado sempre como exemplo e serve de grande inspiração para quase todo o enredo do filme.
4-Uma prova de amor
Relata a história de uma família que descobre que sua filha tem leucemia agressiva e possuirá poucos anos de vida. Instruídos pelos médicos, os pais decidem gerar de proveta, uma outra menina que poderá conceder a filha doente tudo que ela for necessitando para manter-se viva. Ao atingir 11 anos, a filha planejada decide que não doará mais nada a irmã, que agora precisará urgentemente de um rim, requerendo, com a ajuda de um advogado, os direitos sobre o seu próprio corpo. No entanto, há outros fatores que influenciaram essa decisão da menina.
5-Um outro encontro
Sarah, uma moça de 19 anos, está indo estudar fora de sua cidade natal. Sua mãe relatou ter tido um ''encontro'' pessoalmente com o próprio Deus, que mudou sua vida para sempre. Sarah se sente confusa com sua vida espiritual. Vítima de abuso sexual e cheia de dúvidas, angustias e medos, Sarah encontra na viagem um estranho com quem começa a desabafar sobre todas as suas incertezas. Um estanho que conhece-a melhor do que ela mesma, dando-lhe o consolo que ela tanto buscava. Esse estranho, no entanto, é mais conhecido do que você possa imaginar.

Bom, esses são um dos filmes mais marcantes que já assisti. Recomendo, com o maior carinho, a todos que apreciam histórias tocantes.
Por: Miriã Pinheiro

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Extremos

Assim como muita gente, eu também estou cansada de ouvir e ler comentários sem embasamento sobre política, educação, religião e tudo o mais que nos envolve. O nosso amado país segue em frente na base do ''extremo''. Um bom exemplo disso é a Educação.
Antigamente, o professor era a autoridade máxima e absoluta dentro de uma sala de aula; ninguém podia contestá-lo, discordar de suas hipóteses e nem mesmo fazer perguntas sobre o assunto tratado na aula. Houve épocas, até recentes, que o professor tinha a autoridade e a autorização dos pais para castigar os alunos e até agredi-los como forma de disciplina. Isso, com certeza, era um extremo abuso de autoridade e uma tremenda falta de senso humano para com o nosso próximo. No entanto, nos dias de hoje, a situação não é muito diferente, apenas inverteram-se os fatores e isso ''alterou o produto''.
Os pais não disciplinam seus filhos, não ensinam sobre respeito e também se sentem insultados quando alguém tenta fazer o trabalho que não deram conta de fazer. Os alunos, em sua grande maioria, enxergam o professor como um palhaço, um objeto de chacota ou então como uma ''babá''. Isso, certamente é capaz de descrever como saímos de um extremo e fomos direto a outro.
Na parte social e econômica é o mesmo problema. Por que alguns são ricos demais, enquanto outros não possuem nem o básico para sobreviver?
Não podemos viver sempre caindo de um extremo a outro. Precisamos de um equilíbrio, um '' meio-termo''. Bom seria se tudo fosse flores, mas se é impossível isso acontecer, que pelo menos possamos viver com dignidade e respeito. É o mínimo que temos direito a ter em um lugar onde tudo acaba indo para o lado bizarro.
Por: Miriã Pinheiro

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Rachel Sheherazade

Rachel Sheherazade é uma jornalista e repórter do telejornal SBT Brasil que tem sido muito comentada nas redes sociais, no Youtube, em conversas familiares e em rodas de fofoca de todo o Brasil. Ela é famosa por expressar sua opinião referente a assuntos polêmicos durante a apresentação do telejornal. Alguns são a favor de assistir à jornalista falando tudo o que pensa, enquanto outros consideram um absurdo uma repórter tirar suas conclusões daquilo que deveria ser imparcial.
Pessoas que trabalham em redes de televisão são aparelhos ideológicos extremamente influentes na formação de opiniões. Mas nós não vivemos em um país livre? Eis a questão. Na maioria das vezes a democracia funciona melhor quando todos estão calados dizendo: sim senhor!
No dia 04 de fevereiro, Rachel fez o mais polêmico de seus comentários: ela defendeu a ação de um grupo de jovens que espancou e torturou um assaltante, dizendo que era compreensível o ato dos agressores, alegando que os ''Direitos Humanos'' só defendem os bandidos. E agora eu pergunto, ela está totalmente errada? Um bandido tem todo o direito de te agredir, no entanto, você não tem o mesmo direito que ele, pois agredir um bandido é uma lesão aos ''Direitos Humanos''! Mas e os nossos ''Direitos Humanos'', onde ficam? Saímos na rua e somos assaltados, ficamos em casa e podemos ser assaltados também. Cadê os nossos ''Direitos Humanos''?
Talvez, a apresentadora e jornalista, não disse isso pensando em incitar a violência, mas em reivindicar o direito de todo cidadão: o direito a segurança. Sou ligeiramente contra qualquer tipo de violência  e também acho que temos todo o direito de expor nossa opinião sobre temas que nos afetam como seres humanos e cidadãos brasileiros, mas essa opinião deve sim ser transmitida com um certo cuidado.
Não sou ninguém para dizer se ela está certa ou errada, acho que cada um pode tirar suas próprias conclusões, no entanto, enxergo um drama exagerado em torno de comentários pessoais.
Por: Miriã Pinheiro

domingo, 20 de abril de 2014

Músicas

A respeito do gosto musical, o mundo está dividido em três grupos: aqueles que gostam de sertanejo universitário, que também podem ser chamados de ''monossilábicos'', por exibirem letras ligeiramente repetitivas, muitas vezes com apenas uma sílaba e quase sempre sem significado coerente; aqueles que gostam de funk, também conhecidos como ''imorais'', por tratarem de temas como ''ostentação'' (que podemos associar, em algumas vezes, ao tráfico de entorpecentes), sexo e mulheres. O terceiro e menos irritante grupo, é aquele dos roqueiros, que acreditam que somente o rock é música de verdade, tratam o rock como um deus e desprezam os demais grupos. Porém, dentro do grupo de roqueiros temos os que realmente curtem rock e o apreciam, aqueles que fingem curtir rock para ''pagarem uma de culto'' e aqueles que nem sabem o que é rock, não conhecem nenhuma banda e usam camisetas de qualquer coisa, achando que é uma banda de rock famosíssima.
Os três grupos citados acima possuem características distintas entre si e um tanto complicadas. Eu, particularmente, sempre preferi o rock como música, mas também acredito que nem só o rock é música! Seria idiota afirmar que não existem outros estilos tão bons quanto. O sertanejo, por exemplo, não foi criado para ser o que é atualmente, ele foi corrompido por mentes com preguiça de pensar, sem capacidade de escrever uma letra com conteúdo e extremamente ''comerciais''. O pagode e o samba tem lá seus encantos quando valorizados em trabalhos competentes. No entanto, do funk, não se pode dizer a mesma coisa. O funk brasileiro é imbecil, sem conteúdo e pornográfico. Costumo dizer que funk é ''pornô para cegos''.
A música foi feita para entrar em contato com a alma do ser humano, despertar-lhe sentimentos bons, de reflexão, ousadia, amor e até mesmo revolta. É necessário que haja músicas dançantes, pois o que seria do mundo se somente existisse Chico Buarque? Acho que temos sim que ter um repertório variado, mas dentro do limite de dignidade e beleza que uma música deve transmitir.
A música não deve ser usada para denegrir o ser humano. Não vou defender também a discutida ''falta de respeito'' pelas mulheres, já que quem quer ter respeito, deve, antes de tudo, saber impô-lo. Mas, a música deve ser um regozijo e não um tormento para a humanidade. Lembre-se, tudo o que te impede de pensar e refletir, não deve ser uma boa coisa!
Por: Miriã Pinheiro

sábado, 12 de abril de 2014

Best Sellers

Quando falamos em Best Sellers, já logo pensamos em Harry Potter, Crepúsculo, 50 tons de cinza, A menina que roubava livros, O código da Vinci, entre outros. Best Sellers são livros, geralmente americanos, que possuem uma extraordinária facilidade comercial,  ou seja, são os mais vendidos e consequentemente, os mais lidos no mundo todo. Hoje, ''passeando'' pelo Facebook, li a seguinte frase em uma página dedicada à leitores: ''Não leia Best Sellers''. Confesso que acho essa frase um tanto preconceituosa.
 É óbvio que não há como existir comparação entre qualquer Best Seller e uma obra realmente considerada literária, mas se escolhermos com cuidado, existem muitas coisas para serem aproveitadas nesses livros ''comerciais''
Pesquisas afirmam que o nosso país, o Brasil, não é um país com um alto nível de leitores, são poucas as pessoas que realmente se interessam pelos livros. Se formos analisar, os temas dos Best Sellers, quase sempre de ficção, são extremamente interessantes, principalmente na opinião de crianças e jovens. É meio complicado convencer um adolescente a ler ''O Ateneu'' de Raul Pompéia, mas é bem mais simples convencer o mesmo adolescente a ler qualquer livro da série Harry Potter. E eu pergunto, o que é melhor? É melhor ler Harry Potter, mas fazer um tipo de leitura, ter contato e acesso aos livros ou é melhor ficar sem ler nada a ler um Best Seller? Você pode até discordar, mas é muito melhor ler um Best Seller e exercitar sua função de leitor, aprendendo a viajar pelos livros a ter que ficar sem contato com nenhum tipo de leitura.
Eu acredito firmemente de que nada se compara a um bom clássico, seja ele de qualquer nacionalidade, destinado a qualquer público ou faixa etária. E acredito mais ainda que devemos sim influenciar nossos jovens a lê-los. Um clássico nunca envelhece! Mas também acredito que a preocupação maior deve ser em formar leitores e a leitura só é aproveitada se for vista como um fonte de prazer e não de tortura.
Por: Miriã Pinheiro

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Educação: o bem maior

A doença mais grave, contagiosa e mais difícil de ser combatida no mundo é a falta de respeito. Sinceramente, acho que para a maioria dos defeitos do asqueroso animal chamado de ser humano, há um remédio ou quem sabe até uma solução, mas para a falta de respeito, agrava-se o mal.
Nos dias de hoje, fazer um ou mais filhos e ''enfiá-los'' dentro de uma escola (já que fazer isso é obrigatório) de qualquer maneira, jogando toda a responsabilidade de educar, ensinar valores e respeito as custas do coitadinho do professor, tornou-se algo corriqueiro. Não estou generalizando, dizendo que todos os pais fazem isso, mas a maioria tem tentando se livrar da obrigação de educar suas lindas crias. Ou até mesmo tem feito isso sem intenção, já que nos dias de hoje temos uma vida extremamente agitada e acaba não dando tempo de dar às crianças os ensinamentos que necessitam para se tornarem jovens, adultos e principalmente cidadãos honrados e ativos.
Eu entendo que educar um filho não é nada fácil, ainda mais tendo outras milhões de obrigações para dar conta. Ainda não sou mãe, mas sou professora e sofro com a falta de respeito de muitos que saem totalmente ''crus'' de educação de seus lares. Não acho também que os pais sejam os únicos responsáveis por isso, pelo contrário, mas também acho que falta um pouco mais de monitoramento em nossos adolescentes e jovens. 
Muitos deles assistem na televisão o que querem e a hora que querem, ouvem músicas que trazem má influencia na formação do caráter, saem final de semana e voltam absurdamente tarde e muitas vezes bêbados e drogados. Qualquer um concordará que o maior problema é a falta de limite que há nas famílias. Problemas como esse sempre existiram, mas está claro que chegamos ao extremo.
Educar não é fácil: exige tempo, dedicação, paciência e o mais necessário, exemplo. A solução não é parar de trabalhar e passar a vida vigiando os filhos dentro de casa, mas quem sabe um monitoramento maior, regras um pouco mais firmes em algumas ocasiões, incentivo à atividades típicas para a faixa etária e não roupas e atitudes de péssimos adultos. Ensinar a respeitar o próximo é a base de todos os preceitos da educação, o saber falar na hora certa e cumprir com seus deveres dentro da instituição que dará o preparo para a vida lá fora. Acredito, também, que os pais devem olhar os cadernos dos filhos, analisar suas dificuldades e auxiliar no que for necessário, não com brigas, mas com amor! É aí que nasce o exemplo da educação; quem educa, com certeza, colherá os frutos.
Por: Miriã Pinheiro

terça-feira, 8 de abril de 2014

O morro dos ventos uivantes

Esse livro de que vou falar, é um clássico da Literatura Inglesa, escrito por Emily Brontë, que virou música, filme etc. Esse clássico é uma das maiores paixões da minha vida. Já ouvi muita gente elogiando essa obra e também não é para menos!
Afinal, a história de amor contada no livro, que é praticamente todo narrado pela antiga empregada/governanta Nelly Dean, não é tão óbvia como na maioria dos romances, pelo contrário, possui um ar extremamente estranho, misterioso e incrivelmente surpreendente. Sem falar que a escrita é impecável e não é nada difícil de compreender. As figuras de linguagem, aplicadas nos momentos certos, contribuem para a beleza da obra. As personagens também são adorávelmente complexas e cheias de emoções; principalmente o protagonista Heathcliff. Além disso, ao ler esse romance, imagina-se um cenário maravilhoso da natureza inglesa, com um clima extremamente doce. O livro é tão bem feito que quase dá para sentir na pele os mesmos ventos que sopraram em Catherine!
Ao ler, me senti hospedada na Granja Thrushcross, sentada em frente a uma lareira e ouvindo a magnífica narrativa de Nelly Dean.
Se alguém se interessa por histórias emocionantes, narrações perfeitas em cenários extraordinários, recomendo a leitura deste clássico. O romance é longo, mas cada página vale a pena!
Por: Miriã Pinheiro

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Goticismo e Milho Wonka

Tenho que confessar que sempre fui apaixonada pelo estilo e cultura gótica. Na verdade, nunca contei isso para ninguém, mas sempre tive vontade de me vestir como uma gótica em determinados dias, mas sei que a sociedade possui um enorme preconceito com este estilo. Não vou dizer também que gosto de ficar em cemitérios ou coisas parecidas, acho que todo extremo já vai para o lado doentio da coisa. No entanto, particularmente, adoro a literatura gótica, cheia de mistérios, aventuras, medos, lugares fantásticos e lindos de se imaginar, totalmente carregados de significados. Gosto também de rock e filmes de terror. Tenho uma absurda queda pelo lado obscuro das emoções que despertam os castelos da memória.
E por falar em gótico, esses dias estava olhando os vídeos de Vlogs atuais do Youtube e acabei assistindo um vídeo do Milho Wonka. Confesso que nunca o tinha visto até então. E confesso também, que na primeira impressão, assustei-me um pouco com a aparência diferente dele, mas depois fui me apaixonando pela sinceridade e simpatia que ele transmite. Realmente, achei-o lindo, inteligente e com um estilo fantástico, além de fazer críticas muito boas as situações da nossa atualidade. Milho Wonka também é muito carismático e mostra ''ser gente como a gente'', e não filhinho de papai que paga uma de culto fazendo Vlog no Youtube para passar o tempo. Gente com estilo é algo totalmente interessante para mim! Ele parece algo meio surreal, como uma mistura de personagens famosos, rock, etc. Pelo que eu entendi, ''Milho'' era seu apelido na adolescência e ''Wonka'' ele aderiu da personagem Willy Wonka da Fantástica Fábrica de Chocolates. E sim, ele também é um gótico! E pode não ter nada a ver, mas logo me lembrei de Charles Chaplin que foi criador de seu próprio estilo. Pessoas assim, merecem o sucesso. Milho Wonka é muito interessante, vale a pena conferir!
http://www.youtube.com/user/leandronetmail
Por: Miriã Pinheiro

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Fábula: A mosca e o rato

Certa vez, um rato estava discutindo com uma mosca sobre qual dos dois conseguiria comer mais em um curto espaço de tempo. O rato, com um pedaço de queijo na mão, desafiou a mosca cheio de si:
_ Eu aposto e ganho que em um dia sou capaz de comer umas vinte vezes mais do que a senhora.
A mosca, que pousava tranquilamente ao pé da cortina, disse:
_ Você é um tonto! Se comer demais em um único dia, vai acabar morrendo de tanto comer. O segredo é ser como eu, que como um pouquinho de cada vez e de tudo um pouco e ainda assim, acabo comendo muito mais do que você, que fica empanturrado de tanto queijo.
O rato, fitando-a, não se conformava com a ideia de que era possível alimentar-se mais, só porque se comia devagar.
Um dia, portanto, resolveram marcar uma disputa: quem perdesse, ajudaria o outro a entrar no apetitoso armário de doces da dona da casa. Feito!
O rato, desesperado, começou imediatamente a comer desde pedaços de queijos caídos no chão, até pedaços de papéis, fiapos de pano etc. No entanto, a mosca o observava, como se já tivesse comido aquela disputa!
Alguns minutos depois, o rato estava morto de barriga para cima de tanto comer e a mosca, chamando outras moscas, alimentaram-se do rato rapidamente.
Quem quer mais do que sua capacidade permite, morre exausto!
Por:Miriã Pinheiro

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Religião

Posso afirmar que desde pequena, sempre frequentei a igreja com meus pais e depois de adolescente continuei frequentando sozinha, chegando até a fazer trabalhos voluntários por três anos e meio. No entanto, não consigo me conformar ao ver pessoas sujando o nome da ''religião'' que tanto dizem seguir e amar. Por isso, odeio religião! Acho ótimo e essencial termos fé, acreditarmos em Deus e fazermos tudo o mais certo possível nesta vida, por amor e respeito a nós mesmos e principalmente pela necessidade que todo ser possui de crer em algo. Mas a religião em si é uma grande tolice. Se religião fosse bom, a terra dos muçulmanos seria considerada primeiro mundo!
Sou do seguinte pensamento: se você acredita em algo, sua preocupação deve ser em passar a melhor imagem daquilo e de você mesmo para o resto do mundo. Até porque, inevitavelmente, acabamos sendo o resultado daquilo em quê cremos.
Não consigo imaginar que uma pessoa que sempre foi extremamente religiosa e que sempre acreditou que sua religião fosse a única certa do mundo inteiro, possa ter se transformado da água para o vinho e se tornado uma pessoa totalmente diferente daquilo que sempre pregou ser ''o certo'' para os outros.
A maior qualidade de uma pessoa, é viver aquilo que fala e falar somente daquilo que vive. Se você possui um erro, criticar outras pessoas que praticam o mesmo erro é mera ignorância, sendo que se eles estão errados, mais errado é quem julga os outros e perdoa a si mesmo.
Por: Miriã Pinheiro

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Série Fallen

Desde criança, sempre gostei muito de ler. No entanto, apenas lia livros que iam de acordo com a minha idade, e na adolescência, confesso que não sentia muito prazer em ler clássicos, embora tivésse uma professora que convencia qualquer ser humano a apreciar Dom Casmurro.
De um certo tempo para cá, temos ouvido muitas críticas e elogios a respeito dos Best Sellers. Confesso que nunca li Harry Potter, Crepúsculo (nem o filme) e nem mesmo o tão falado 50 tons de cinza. No entanto, uma certa série com lindas capas misteriosas, me chamou a atenção ao folhear a revista Avon, criticada pelos ricos, que preferem Natura. É a chamada ''Série Fallen'', que na tradução significa ''anjo caído''.
O fato de ser uma pessoa esquisita, que sempre apreciou filmes de terror e suspense, me fez começar a ler Fallen. No começo do livro fiquei meio perdida, pois somente quando está quase no fim, que a autora nos revela o mistério daquele primeiro capítulo, que aparentemente parece não estar resolvendo nada dentro do livro.
O livro conta a história de Luce. Uma jovem que depois de um misterioso incêndio envolvendo o rapaz de que estava interessada, acabou indo parar dentro de uma instituição muito estranha para pessoas com passados assustadores e tão estranhas quanto à instituição. Dentro dessa instituição, Luce conhece Daniel, por quem sente uma forte atração, pensando que já o conhece de algum lugar. No entanto, Daniel se mostra fechado, intocável e muito misterioso. Mas no decorrer do livro, o mistério será revelado: Daniel é um anjo caído que Luce conhece de outras encarnações, onde sempre se apaixonavam, mas nunca podiam ficar juntos.
Alguns acharão a história babaca, mas sim, eu achei legal! A autora, sabe muito bem envolver o leitor no mistério do livro e nos problemas de Luce, o que torna uma leitura emocionante. Somente li o primeiro volume, mas pretendo continuar lendo a série.
Por: Miriã Pinheiro

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Um ''coisinha'' imbecil chamada Educação.

 A educação do mundo realmente não está nada bem. E não digo isso apenas para me referir que o ''sistema educacional das escolas brasileiras vai mal'', e sim, da educação ''que vem de berço'', como dizem por aí. 
Felizmente, ainda existem algumas raríssimas empresas que treinam muito bem seus funcionários para prestar um atendimento de qualidade aos seus clientes, no entanto, também há outras que não se importam em perder clientes, afinal, o brasileiro gosta mesmo de ser mal tratado, não é?
Chegar no balcão de algum estabelecimento comercial (que não é público, ou seja, não estou pedindo esmola), e ficar aguardando pacientemente a belíssima funcionária notar sua presença e despregar-se da cadeira almofadada para NÃO lhe falar um ''bom dia'' ou ''boa noite'', que seja. E sim, receber-lhe com olhar de ''estou mais preocupada em mastigar chicléte com a boca aberta do que em trabalhar''. Essa situação, por mais constrangedora e desnecessária que seja, tem sido comum em muitos estabelecimentos de todos os tipos.
Acredito, que um bom funcionário que desempenha suas funções com amor, honestidade e boa vontade, merece o emprego que possui e ainda um muito melhor. Mas aquele que faz as coisas desleixadamente e trata os outros de uma maneira que, com certeza, não gostaria de ser tratado, merece mesmo ficar desempregado e dar lugar para gente que tem vontade de trabalhar, de crescer na vida e principalmente, para gente com bom senso e educação.
Atribuo a obrigação de ''treinar'' funcionários aos patrões, encarregados, diretores e coisas parecidas. Do mesmo modo, que atribuo o trabalho de ''educar'', não somente aos professores, mas obrigatóriamente aos pais e responsáveis pela criatura que tiveram o desprazer de pôr no mundo.
Por: Miriã Pinheiro

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Busca não intencionada

''Os lugares que você frequenta, revelam o que você procura!''


 Li essa frase uma certa vez na internet e é nela que fui educada e é nela que tenho baseado minhas poucas e humildes ''duas décadas'' de vida.
Acredito, que quem vai a um lugar está procurando alguma coisa, certo? E mesmo que não esteja, inevitavelmente encontrará algo!
Quem vai a uma igreja, acreditando ou não na fé professada, provalvelmente está em busca de algo espiritual que conforte o seu miserável ser. Quem vai a uma empresa levando seu curriculo, logicamente está em busca de um emprego. No entanto, levando para o lado pessoal da coisa, seria óbvio afirmar que quem vai a um baile funk está procurando um estrupo, ou quem pula carnaval está buscando ansiosamente por uma bala perdida ou um vírus HIV que tome conta de seu corpo.
Você pode estar indo a um baile com apenas uma intenção: ouvir música. Parece inocente, no entanto, 99% das pessoas boas e más ali presentes não conhecem e nem estão interessadas nas suas intenções!
Pode parecer ignorância, mas alguns problemas sociais seriam praticamente extinguidos se as pessoas pensassem melhor aonde estão inserindo seus narizes curiosos e despercebidos.
Isso não significa que devemos ficar trancafiados dentro de uma jaula, mas um pouco de senso crítico poderia proteger você e muita gente de situações bem desagradáveis.
Por: Miriã Pinheiro